“Dhyãna
(sânscrito). No budismo uma das seis
Paramitas da perfeição, um estado de abstração que conduz o asceta que o
pratica muito acima do plano da perfeição dos sentidos e fora da matéria.
Literalmente, “contemplação”. As seis fases de Dhhyan diferem apenas no grau em
que o Ego pessoal se abstrai da vida
sensorial.
Dianoia
(Grego). O mesmo que Logos. A fonte
eterna do pensamento, “ideação divina”, que a raiz de todo o pensamento. (ver “Enonia”)” [1]
Observação:
O étimo Dyana trouxe-me desejo e
curiosidade de conhecer à origem deste étimo. Logo, em face de muitas mulheres possuírem
este nome próprio, senti ser oportuno iniciar o texto com sua origem, tanto em sânscrito, quanrto em
Grego. Eis aí sua origem.
Inicialmente,
deixar nosso registro de agradecimento aos seguidores dos grupos de Teosofia, que
publicam matérias de bom nível e conteúdo, e auxilia-nos no conhecimento, e
dá-nos nova perspectiva no caminho digno do reino de Deus, e na consolidação do
conhecimento, ecrêr na palavra, e aumentar nossa fidelidade à anunciação da
Palavra do Evangelho de Jesus Cristo.
Sempre
se encontram argumentos pouco sólidos, cujo objeto está em justificar suas
opiniões, já que dar opinião não é sabedoria e nem edicação formal, adqurida pelo conhecimento
obtido nos livros, ensina Platão que, “A opinião não é ciência, mas sim,
exclusivamente, sua.” Pois dar opinião é palpite desagradável e de ignorante,
pois o justo não traz consigo esta
deformação, e também, ensina Platão, o seguinte:
“Logo,
o justo revela-se-nos como bom e sábio, e injusto, como ignorante e mau.” (cf.
Platão, A REPÚBLICA, p. 37. 38 §350 a-e, Editora Martin Claret, 2005, à versão
de 2.016, já é a 18ª reimpressão).
Como
se vislumbra no dizer do Apóstolo Paulo: “17 O justo vive da fé” (Romanos 1:17).
Significa, que o justo atesta à verdade de fato, pela fé dada naquilo que
enuncia e proclam.
Não
dê opinião, pois à opinião se deduz
igual à ignorância, porque no dizer de Aristóteles: “O ignorante, afirma”,
em regra o que não é, e o que não conhece, e nem sabe, e como é hábto, sempre: - Está desagradável e
mesquinho!
Pois
está na noção do Filósofo Santo Tomás de Aquino, que: “O pecado e doença do olho grande e gordo é resultado de inveja”
(cf. Suma Teológica) Pois à inveja é vício, daquele que não pode enxergar um
bem alheio, que dá um jeito para leva-lo consogp, pois estão na mania, de que: - Eu preciso! E, aí pratica infração
pecaminosa mortalmente, como extorsão, apropriação indevia. Qual é a causa?
-
Olha, é à cobiça, e tudo o que vê, quer, deseja, como ensina Santo Agostinho e
São João Crisóstomo, em À PATRÍSTICA,
encontra-se presente no vício inerente à humanidade, que morre em Adão, naquilo que se sabe e
conhece como: A carnalidade. Isto possui lógica, com o ensinamento de Jesus
Cristo, em sua obediência ao Pai em
Getsêmani, enuncia a premissa: “41...O espírito está forte, mas a carne é fraca” (São Mateus 26:41).
Logo
o exteo – A BUSCA de Jiddu Krishnamurti, publicado em 1.927, certamente, visto por
sua mãe adotiva, à notável Doutora Annie Besant, que atualmente se reveste de
razoabilidade, neste mundo de ausência
de amor e sabedoria, em relacionametos com o próximo.
Eis
como é notável à busca humana detro de princípios lógicos e filosóficos, da
magistrazl doutrina enunciadaa pelo nosso irmão
no Pai e Mestre Nazareino, ao enunciar à notável e digna verdade:
“33.
Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua Justiça, e todas estas coisas
vos serão dadas em acréscimo” (São Mateus 6:33).
Logo
à verdade é libertadora, porque está expressa na fé de Marta, irmã de Lázaro,
já quatro dias no sepulcro, e crê que
Jesus ressuscitaria o amigo e seu irmão de Betânia, então, Jesus, generosos
como sempre, cheio de compaixão pelos oprimidos, e pela destruição da morte,
cujo remédio viera nos trazer com seu nascimento como homem em Maria, e na
Unidade com o Pai, venceria à morte de Adão, e nos dá o prêmio da vida eterna,
com a ressurreição, então sentenciou à Marta:
“25.
Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e
a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.
26.
E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá.
Crês
nisto?” (São João 11:25-26)
Logo,
eis aí à razoabilidade de nossa busca, e acreditarmos de que, se praticarmos
boa obra é a fé viva (São Tiago 2:16-17),
se observarmos à lei do Senhor Deus, pelo amor e sabedoria, então, somos
novo homem nascido em Jesus Cristo ressuscitado; imagem e semelhança do
criador, em estado de Justiça e sanridade, e em plena glória do Pai e do Filho
e Espírito Snto (Efésios 4:23-24).
Que
a paz esteja com todos, e graça também.
Criciúma
(SC), 11 de abril de 2.023.
Gilson
Gomes
Advogado
e Filosofia
OAB
nº SC 003878.
A
BUSCA
KRISHNAMURTI
(1927)
Longamente
peregrinei
Por
este mundo de coisas efêmeras.
Dele
conheci os passageiros deleites. Como o belo arco-íris,
Que
muito cedo em nada se desfaz,
Assim,
desde as origens do mundo, Vi todas as coisas passarem
—
Belas, festivas, deleitáveis.
Na
busca do Eterno
Perdi-me
entre as coisas finitas;
De
todas provei, em busca da Verdade.
No
perpassar das idades,
Conheci
as delicias do mundo efêmero — A terna mãe com seus filhos, O arrogante e o
livre,
O
mendigo que erra pela face da terra,
O
conforto dos ricos, A mulher tentadora, O belo e o feio,
O
autoritário, o poderoso,
O
homem importante, o benfeitor, o protetor, O oprimido e o opressor, O
libertador e o tirano,
O
homem de muitas posses,
O
renunciante — o sannyasi,
O
homem prático e o sonhador,
O
arrogante sacerdote de suntuosas vestes —e o humilde devoto, O poeta, o
artista, o criador.
Prostrei-me
diante de todos os altares do
—mundo,
Todas as religiões me conheceram,
Cerimônias
inúmeras pratiquei,
Regalei-me
das pompas do mundo, Combatente fui, de batalhas ganhas
—e
perdidas, Desprezei e fui desprezado,
Conheci
as tristezas e agonias
De
inúmeras desditas,
Nadei
em prazeres e na opulência.
Nos
secretos recantos de meu coração,
—exultei,
Conheci nascimentos e mortes sem conta,
Todas
essas efêmeras esferas percorri,
Entre
êxtases passageiros, crendo-as eternas, No entanto, jamais encontrei o eterno
—Reino
da Felicidade.
Outrora
Eu
Te buscava —
Ó
Verdade imperecível, Ó Felicidade eterna,
Culminância
de toda Sabedoria! —
No
topo da montanha, No céu constelado,
Nas
sombras do terno luar, Nos templos do homem, Nos livros dos doutos, Na tenra
folha primaveril, Nas águas irrequietas, No rosto do homem,
No
regato cantarolante, Na tristeza, na dor,
Na
alegria e no êxtase — Mas não Te encontrei.
Assim
como o montanhista ascende
—aos
altos picos,
Largando
a cada passo seus múltiplos fardos, Assim também me alcei ás alturas,
Abandonando as coisas transitórias.
Como
o sannyasi de áureas vestes, A buscar felicidade, com sua taça
—de
mendicante, Assim também renunciei.
Como
o jardineiro que mata
As
ervas daninhas de seu jardim, Assim também aniquilei o ego.
Como
os ventos,
Sou
livre e sem entraves.
Forte
e diligente como o vento
Que
penetra os ocultos recantos do vale, Rebusquei
Os
recessos de minha alma,
Purificando-me
de todas as coisas, Passadas e presentes.
Qual
o silêncio que, de súbito,
Se
estende sobre o mundo rumoroso, Assim também, subitamente, Te encontrei No
fundo do coração de todas as coisas
—e
do meu próprio.
Sobre
a trilha da montanha,
Sentado
numa pedra,
A
meu lado e dentro em mim Te encontrei E, em Ti e em mim contidas, todas as
coisas. Feliz o homem que encontra a Ti e a mim Em todas as coisas.
Na
luz do sol poente,
A
filtrar-se entre as delicadas rendas
—de
uma árvore primaveril, Eu Te contemplei.
Nas
lucilantes estrelas
Te
contemplei.
Na
ave que passa rápida
E
desaparece no negror da montanha, Te contemplei.
Tua
glória despertou a glória que em mim —dormia.
Tendo
encontrado, ó mundo, A Verdade, a Felicidade eterna, Dela desejo dar.
Vem,
meditemos juntos,
Juntos
ponderemos e sejamos felizes, Raciocinemos juntos e façamos surgir
—a
Felicidade.
Tendo
provado
E
conhecido a pleno as tristezas e dores, Os êxtases e alegrias
Deste
mundo efêmero,
Compreendo
tua aflição.
A
glória de uma borboleta só dura um dia, Assim também, ó mundo, são teus
deleites
—e
prazeres. Como as tristezas da criança,
Assim,
ó mundo, são tuas tristezas e dores, Teus prazeres, que levam a muitas
tristezas, Tuas desditas, que levam a maiores desditas, Incessante luta e
fúteis vitórias.
Como
o delicado botão,
Após
padecer longo inverno,
Desabrocha
e de fragrâncias o ar embalsama,
Para
murchar antes de cair o sol,
Assim
são tuas lutas, teus grandes feitos, —e tua morte -
-
Uma roda de dor e de prazer, De nascimento e morte.
Assim
como andei perdido entre as coisas —transitórias,
Em
busca daquela eterna Felicidade, Assim também tu, ó mundo, estás perdido —na
esfera do efêmero.
Desperta
e reúne tuas forcas, Olha em torno e medita.
Aquela
Felicidade imarcescível, Felicidade que é a única Verdade, Que é o fim de toda
busca,
De
toda indagação e dúvida,
Que
liberta do nascimento e da morte, Felicidade que é a única lei,
O
único refúgio,
A
fonte de todas as coisas,
Que
dá perene conforto,
Essa
real Felicidade, que é Iluminação, Em ti habita.
'Fendo-me
fortalecido,
Desejo
dar
Desta
Felicidade.
Tendo
alcançado o desapego afetuoso,
Desejo
dar
Desta
Felicidade.
Tendo
alcançado a tranqüilidade apaixonada,
Desejo
dar
Desta
Felicidade.
Tendo
vencido a vida e a morte,
Desejo
dar
Desta
Felicidade.
Larga,
ó mundo, tuas vaidades
E
segue-me,
Pois
sei o caminho que leva
—ao
alto da montanha, Sei o caminho que leva ao fim
—desta
agitação e tormento.
Só
existe
Uma
Verdade,
Uma
Lei, Um Refúgio,
Um
Guia
Para
aquela eterna Felicidade.
Desperta,
ergue-te,
Medita
e reúne tuas farsas.
—
II —
Assim
como por uma só noite
As
aves repousam numa árvore, Assim também privei com estranhos, Em minha longa
viagem
Por
muitas terras.
De
cada feixe de trigo Tirei uma espiga.
De
cada dia,
Tirei
algum proveito.
Da
árvore pejada de frutos, Colhi um fruto maduro.
Mais
velozes que a lançadeira do tecelão São os meus dias.
—
III —
Como,
através de estreita janela, Contemplamos uma única folha verde,
—uma
nesga do vasto céu azul, Assim também comecei a Te perceber,
—no
começo de todas as coisas. E, como a folha se descolorou e murchou, E de escura
nuvem a nesga de céu se encobriu, Assim também Tu esmaeceste e desapareceste,
Para renascer outra vez,
Como
aquela folha verde e a nesga de céu —azul.
Por
muitas vidas vi passar o frigido inverno
—e
a verde primavera.
Aprisionado
em minha pequena alcova, Eu não via a árvore inteira e todo o céu, E jurava que
não existia a árvore
—nem
o vasto céu — Para mim, era aquela a Verdade.
Com
a ação destruidora do tempo,
Minha
janela cresceu.
E
contemplei então
Um
ramo com muitas folhas
Uma
vasta expansão do céu,
—com
muitas nuvens,
Esqueci
a folha verde solitária
—e
aquela nesga da imensidão azul. Jurava que não existia a árvore,
—nem
o céu imenso — Para mim, era aquela a Verdade.
Cansado
da prisão,
Da
estreita cela,
Revoltei-me
contra minha janela,
Com
os dedos a sangrar,
Arranquei
tijolo após tijolo,
E
contemplei então
A
árvore inteira, seu tronco majestoso, Seus ramos numerosos, suas miríades de
—folhas,
E uma imensa parte do céu.
Jurava
que não existia outra árvore, nem —outra parte do céu — Era aquela a Verdade.
Aquela
prisão já me não retém, Saí a voar, através da janela,
Ó
amigo,
Agora
contemplo todas as árvores
—e
a vastidão do céu sem limites.
E
embora eu viva em cada folha e
—em
cada nesga do vasto céu azul,
Embora
eu viva em cada prisão,
—a
espreitar por estreitas frestas,
Sou
livre.
Não!
Nada mais me prenderá —
ESTA
é a Verdade.
—
IV —
Ó
mundo,
Em
toda a parte buscas Felicidade.
Em
todos os climas, Entre todas as pessoas,
Entre
os animais e entre as verdes árvores, À margem das águas turbulentas,
Nas
montanhas altaneiras,
Nos
refrescantes vales
E
nas terras crestadas de sol,
Sob
o céu sereno e estrelado,
No
esplendor do sol poente,
No
frescor da madrugada —
Todas
as coisas buscam essa Felicidade.
Ainda
que teus filhos cerquem seus domínios De impenetráveis muralhas,
Vedando
o acesso à Felicidade desejada, Ainda que teus doutos sacerdotes lutem
Em
defesa dos deuses que mandam adorar,
Ainda
que o conforto dos ricos lhes de a —estagnação,
Ainda
que os oprimidos e explorados estejam —a sofrer,
Ainda
que o pensador não tenha encontrado —a solução final,
Ainda
que o sannyasi, renunciando ao mundo,
—não
tenha alcançado a Iluminação,
Ainda
que o mendigo, implorando compaixão
—de
casa em casa, não tenha achado agasalho,
Ainda
que teus filhos prefiram a escuridão —da noite à luz do dia,
E
convertam a noite em dia —
Todos
estão buscando aquela
—Felicidade
eterna.
Como
a árvore desolada sofre e anseia
—pela
primavera e seu alegre verdor, Assim todos os teus filhos buscam
—aquela
Felicidade eterna.
A
dama mundana, apegada a seu luxo e —riquezas, A mulher de rosto pintado,
A
donzela leviana,
O
homem que nos trajos busca a felicidade,
O
bebedor insaciável,
O
homem que só pode ser feliz
—ocupado
com algo,
O
homem que mata para deleitar-se,
O
sacerdote de vestes pomposas,
O
homem cingido de simples tanga,
O
ator vestido ao gosto dos espectadores,
O
artista a lutar por criar,
O
poeta a exprimir em palavras a —imensidade de seus pensamentos e sonhos,
O
músico cuja alma vibra em sons,
O
santo com seu ascetismo,
O
pecador, se existe, esquecido de Deus
—ou
do homem,
O
burguês, de tudo amedrontado — Todos estão em busca da Felicidade.
Eles
compram e vendem,
E
constroem palácios magníficos,
Cercam-se
de toda a beleza
Que
o dinheiro pode comprar,
Plantam
jardins, para regalo ,de seus —gostos requintados, Cobrem-se de jóias,
Ora
disputam, ora se mostram cordiais, Bebem sem comedimento,
Comem
sem moderação,
Ora
rancorosos, ora pacíficos,
Rezam
e amaldiçoam,
Amam
e odeiam,
Morrem
e tornam a nascer,
São
cruéis para com o homem e o bruto, Destroem e criam,
Constroem
e destroem —
Mas
todos estão buscando a Felicidade, Felicidade nas coisas transitórias.
A
rosa, tão bela e gloriosa, Está destinada A morrer amanhã.
Em
busca da Felicidade,
Erguem
soberbas estruturas,
Chamam-nas
igrejas
E
nelas entram,
Mas
a Felicidade lhes foge, tal como
—nas
ruas desadornadas.
Inventam
um Deus, para ter satisfação, Mas, n'Ele nunca encontram
—aquilo
a que aspiram.O incenso, as flores, as velas acesas,
As
vestes esplêndidas, a música empolgante, São meros estímulos àquela busca.
A
nota profunda do sino distante,
A
oração monótona,
Os
apelos, prantos e rogos,
São
meros tateios no escuro
Em
busca daquela Felicidade eterna.
Em
busca da felicidade,
Edificam
templos frios, gigantescos, Produto de muitas mentes, Trabalho de muitas mãos;
Os
cânticos, o fumo da cânfora queimada, A beleza do lúpus sagrado, Não satisfazem
seus anseios.
Em
busca da Felicidade,
Subornam
e corrompem, profanam
A
Terra, os mares e montanhas.
Suas
imagens esculpidas não respondem
—a
seus chamados. Como o enxurro se precipita da montanha,
—tudo
devastando em seu caminho, Assim, num instante, é destruída
—sua
estrutura de felicidade; Com seu amor ciumento,
—mutuamente
se destroem.
Em
busca da Felicidade
Conferem
títulos e nomes sonorosos Uns aos outros
E
pensam ter encontrado
A
fonte da Eternidade,
Pensam
ter resolvido
O
problema de seu sofrimento,
Em
busca da Felicidade,
Casam-se
e inebriam-se desta novel felicidade; São felizes como a flor,
Que
se abre ao sol,
Para
com o sol morrer.
Trocam
de amor, para renovar seus deleites.
Transbordam
de êxtase e,
Num
instante,
A
desdita é o epílogo de sua fugaz alegria.
Como
a nuvem pejada, que se fende e esgota E desaparece dos ares,
Deixando
o céu outra vez desnudo,
Assim
é seu amor,
Que
é rico e forte,
Que
cria e destrói.
Seu
amor, tão triunfante ao nascer,
Tão
ardoroso em seus desejos,
Tão
belo em pleno florescer,
Tão
irrefreável em seu preenchimento, Fenece como a folha,
Para
renascer e,
Como
a folha,
De
novo morrer.
Como
a árvore tristonha
Que
perdeu sua ridente folhagem, Assim é o homem
Que
buscou a Felicidade
No
amor.
Na
solidão,
E
nas ruas apinhadas,
Busca-se
a Felicidade.
Todo
o mundo clama por Felicidade. As brisas sussurram,
As
procelas rugem ameaças,
Mas
o homem busca a Felicidade
Nas
coisas passageiras, Nas coisas transitórias,
Nas
coisas que pode tocar e ver,
E
geme e lamenta a perda de sua felicidade, Como a criança chora A boneca
quebrada.
Porque
sua felicidade murcha e morre Como a folha tenra.
Investiga
suas esperanças,
Seus
anseios, Seus desejos, Seu egoísmo,
Suas
disputas e zangas,
Seus
títulos de nobreza,
Suas
ambições,
Suas
glórias,
Suas
recompensas, Suas distinções —
E
encontrarás desilusão,
Vaidade,
Infelicidade.
Investiga
suas distinções de classes, Suas distinções espirituais, Suas limitações,
Sua
vulnerabilidade,
Seus
preconceitos,
Seus
afetos —
Encontrarás
inconstância de propósitos, Inconstância de felicidade.
Aonde
quer que olhes, Onde quer que andes,
Em
qualquer clima que habites,
Há
sofrimento, há dor, Vácuos impreenchíveis, Feridas abertas e doloridas,
Descobertas e expostas, Ou cobertas com a armadura De festivos folguedos.
Nenhum homem pode dizer: "Minha felicidade é indestrutível".
Em
toda a parte há declínio e morte,
E
a renovação da vida.
Assim
são os que buscam a felicidade
—nas
coisas transitórias — Sua felicidade é momentânea,
Como
a borboleta que prova do mel
—de
todas as flores E, no mesmo dia,
Morre.
Como
o deserto que recebe abundantes chuvas Mas permanece terra desolada e sem
sombras, Assim é sua felicidade.
Como
as areias do mar são suas ações Na busca da Felicidade.
Como
a árvore velha e possante, Sobranceira às outras, ao céu se eleva, Mas sucumbe
aos golpes do machado, Assim é sua felicidade.
A
Felicidade buscam
No
que é transitório,
Fugidio,
Objetivo,
E
não a encontram.
Assim
é sua felicidade, que logo se acaba —sem satisfazer.
Pode-se
cultivar em areia a árvore
—da
Felicidade?
A
Felicidade que nunca se gasta,
Que
cresce com a ação,
Que
aumenta com o sentimento,
Que
nasce ,da Verdade, Que jamais declina,
Que
não conhece começo nem fim,
Que
é livre,
A
Felicidade Eterna
Que
eles jamais provaram;
A
Felicidade
Que
não conhece solidão,
Que
é certeza imensa,
Que
é desapego,
Que
é amor impessoal,
Que
é livre de preconceitos, Que não depende de tradição, De autoridade,
De
superstições,
De
nenhuma religião,
A
Felicidade não subordinada a outrem,
A
nenhum sacerdote,
Nenhuma
seita,
Que
não necessita de títulos, Que a nenhuma lei está sujeita, Que não pode ser
abalada por
—nenhum
Deus ou homem,Que é solitária e tudo abarca,
Que
sopra das montanhas nevadas, Que sopra do deserto adusto, Que arde,
Que
cura,
Que
destrói,
Que
cria,
Que
se alegra na solidão e na multidão,
Que
preenche a alma para toda a Eternidade, Que é Deus,
Que
é a esposa, a mãe,
O
marido, o pai,
O
filho.
Que
de nenhuma classe é, Porém da divina aristocracia, Que é a suma purificação,
Que
é sua própria filosofia,
Vasta
como os mares,
Ampla
como os céus,
Profunda
como o lago,
Tranqüila
como o vale silencioso, Serena como a montanha,
Livre
da sombra da morte,
Da
limitação do nascer,
Que
é como a firmeza dos montes,
Que
encerra o fruto de muitas gerações, Que é a consumação de todos os desejos, A
suma Finalidade,
A
fonte de toda existência,
O
poço cujas águas nutrem os mundos, O êxtase, a alegria,
A
luzente estrela de nosso ser,
Que
.dá o divino descontentamento, Que nasce da Eternidade,
Que
é a destruição do ego,
O
reservatório da Sabedoria,
Que
cria felicidade em outros,
Que
tem domínio sobre todas as coisas — Esta Felicidade, ó mundo,
Jamais
conheceste.
Porque
de outrem recebeste tua nutrição Ensinado foste pelos lábios de outrem,
Aprendeste a tirar tua farsa de outrem, Que tua felicidade depende de outrem,
Que
tua redenção está nas mãos de outrem, A sabedoria na boca de outrem,
Que
a Verdade só é alcançável
—através
de outrem, Ensinaram-te a adorar o Deus de outrem,
A
prostrar-te ante o altar de outrem, Disciplinar-te sob a autoridade de outrem,
Moldar-te segundo o modelo de outrem, Permanecer à sombra de outrem, Crescer
sob a proteção de outrem, A basear tuas opiniões nas de outrem, Ouvir com os
ouvidos de outrem, Sentir com o coração de outrem, Pensar com a mente de
outrem. Nutrido foste do estímulo
—das
coisas transitórias, Do alimento que nunca satisfaz,
Do
saber que desaparece, da luta. Nutrido foste pelas mãos dos satisfeitos, Com o
que é falso e efêmero.
Foste
nutrido pelas leis, pelos governos, —pelas filosofias, Dirigido, impelido e
influenciado,
Abrigado
foste na sombra
Que
a todo instante muda,
Nutrido
de falsas verdades e falsos deuses, Estimulado por falsos desejos,
Alimentado
de falsas ambições,
Sustentado
com os frutos da terra,
Ó
mundo!
Ensinaram-te
a buscar a Verdade
—no
que é passageiro, E te nutriste de coisas transitórias;
Nestas
jamais encontrarás a Felicidade Pela qual tua alma anseia e sofre.
Mas,
Como
o mergulhador que desce ao fundo —do mar,
Em
busca da pérola,
Arriscando
a vida pelo gozo transitório,
Deves
tu também penetrar fundo
—em
ti mesmo,
Em
busca da Eternidade.
Como
o audaz alpinista, que escala e —conquista os altos cumes,
Deves
tu também ascender àquela
—altura
vertiginosa
De
onde todas as coisas são vistas
—em
suas verdadeiras proporções.
Como
o lótus que, rompendo o lodo,
—ao
céu se eleva,
Deves
tu também arredar todas as coisas —transitórias,
Se
queres descobrir aquele
—Reino
da Felicidade.
Como
a árvore majestosa, cuja farsa —depende de suas ocultas raízes
E
alegremente enfrenta os vendavais,
Deves
tu também assentar profundamente —em ti mesmo Tua farsa oculta,
Para
enfrentar as vicissitudes do mundo. Como a rápida corrente conhece sua
nascente, Deves tu também conhecer teu próprio ser. Como o manso lago azul
—de
ignota profundeza,
Deve
ser insondável a tua profundeza. Como o mar encerra uma multidão de seres
—vivos,
Em ti jazem ocultos
—segredos
de todos os mundos. Como na encosta da montanha, em altitudes
—várias,
diferentes flores crescem, Assim também em ti existem
Gradações
da beleza.
Como
a terra em seu seio abriga
Tesouros
que o homem jamais viu,
Em
ti jazem ocultos
—ignorados
segredos.
Como
a imensa e inesgotável farsa dos ventos, Em ti reside imensa e invencível
energia. Como os cumes das montanhas
—alegrados
de sol, Deves tu exultar
Na
luz do conhecimento de ti mesmo. Como a trilha tortuosa da montanha
—descortina
a cada instante vistas novas, Assim também em ti há uma revelação
—constante.
Como a estrela remota a cintilar
—em
noite escura, É aquele que descobriu a si próprio.
Só
em ti se encontra Deus, pois outro Deus
—não
existe, És o Deus que todas as religiões e nações
—adoram,
Só
em ti há alegria, êxtase, energia e farsa, Só em ti existe o poder de crescer,
mudar,
—alterar,
Só em ti se encontram acumuladas
—as
experiências de muitas idades, Só em ti, a fonte de todas as coisas — Amor,
ódio, ciúme, medo, furor e brandura — Só em ti se encerra o poder de criar e
destruir, Só em ti, o começo de todo pensamento,
—sentimento
e ação. Só em ti reside a nobreza,
Só
em ti não há solidão.
De
todas as coisas és senhor, De todas as coisas, a fonte.
Só
em ti reside o poder de fazer bem
—e
fazer mal,
Só
em ti, o poder de criar Céu e Inferno, Só em ti, o poder de reger o futuro
—e
o presente. És o senhor do Tempo,
Só
em ti está o Reino da Felicidade,
Só
em ti a Verdade Eterna,
Só
em ti a fonte inesgotável do amor.
Ó
mundo,
Se
queres conhecer todos os segredos, Os tesouros de muitas idades,
As
experiências de muitos séculos,
A
farsa acumulada de muitas gerações, O pensamento do passado,
Os
êxtases e alegrias, as tristezas e dores
—de
passadas eras, E as ações grandes e fúteis das muitas vidas
—que
para trás deixaste, Os séculos de incerteza e de dúvida,
Se
queres conhecer o futuro imenso,
A
jubilosa acepção a sublimes alturas,
A
aventura do bem e cio mal,
O
produto de todo pensamento, de todos os —sentimentos e ações, Das muitas
vicias, passadas e futuras,
Se
queres conhecer teus ódios, teus ciúmes, Tuas agonias, teus prazeres e dores,
Teu amor extático, teu ditoso enlevo, Tua ardente devoção, teu borbulhante
—entusiasmo,
Teu ditoso zelo, teu culto doloroso,
Tua
incontida adoração,
Se
queres conhecer o perdurável,
O
eterno, o indestrutível,
A
Divindade, a Imortalidade,
A
Sabedoria, que é o tesouro do Céu,
Se
queres conhecer o eterno
—Reino
da Felicidade,
A
Beleza que nunca se desvanece ou declina, Se queres conhecer a Verdade
imperecível
—e
única --Então, ó mundo,
Perscruta
tuas próprias profundezas,
Com
olhos límpidos — se queres perceber —todas as coisas.
Como
o lago tranqüilo que reflete o céu, Assim deverão todas as coisas em ti se
refletir. Como a flor que desabrocha
—à
branda luz cio sol, Deves tu te abrir, se te queres conhecer.
Como
a águia aos ares se alça incontida e livre, Deves tu ascender, se te queres
conhecer. Como o rio desce alegre para o mar,
Deves
tu alegrar-te, se te queres conhecer. A montanha forte e pujante
Deves
igualar-te, se te queres conhecer. Como a gema que cintila ao sol,
Deves
tu cintilar, se te queres conhecer. Como a mãe que o filho aconchega com terna
—afeição,
Assim
deves ser, se te queres conhecer. Como os ventos são livres, e nada os entrava,
Assim deves ser, se te queres conhecer.
Se
de todas as coisas queres provar,
Ó
mundo,
E
comigo entrar no Reino da Felicidade, Livra-te deste veneno que corrompe
—a
Verdade —
O
preconceito.
Porque
és imenso em teus preconceitos, Tanto velhos como novos.
Livra-te
da estreiteza de tuas tradições, Convenções, hábitos, sentimentos
—e
pensamentos, Da estreiteza de tua religião, de teu culto
—e
adoração, De teu nacionalismo,
De
teu lar e teu sentimento de posse,
De
teu amor,
De
tua amizade,
De
teu Deus e da maneira de o venerares,
De
tua concepção da beleza, De tuas ocupações e deveres, De teus feitos e glórias;
Da
estreiteza de tuas recompensas e punições, De teus desejos, ambições e fins,
De
teus anseios e satisfações,
De
teus contentamentos e descontentamentos, De tuas lutas e vitórias, De tua
ignorância e de teu saber,
De
tuas doutrinas e leis,
De
tuas idéias e opiniões — De tudo isso — livra-te!
O
preconceito é como a sombra No flanco da montanha,
Como
a nuvem negra
No
céu límpido,
Como
a rosa que murchou
E
já não deleita o mundo,
Como
a praga que destrói
A
seiva que amadurece o fruto. Como a ave que perdeu
O
vigor de suas asas,
Como
o homem que não tem ouvidos
E
é surdo para a música melodiosa, Como o homem que não tem olhos
E
é cego para o esplendor do crepúsculo, Como as sensações deleitosas Para o
homem sem vigor.
O
preconceito é como o lago agitado,
Que
não reflete a beleza do céu,
Como
a rocha nua da montanha,
Como
a terra árida de uma região
—sem
sombras, Como o leito seco do rio,
Há
muitos verões
Privado
do frescor das águas,
Como
a árvore que perdeu a felicidade
—de
seu verdor, Como a mulher estéril,
Como
o sopro do inverno
Que
mirra todas as coisas,
Como
a sombra da morte
Sobre
uma fértil região.
O
preconceito é mau,
Corruptor
do mundo,
Destruidor
do belo,
Raiz
de todas as desditas,
Medra
na ignorância,
É
um estado de total escuridão, —impenetrável à luz. É abominação,
Pecado
contra a Verdade.
Se
te queres conhecer,
Livra-te
dessa erva daninha que te enleia, Te sufoca,
Te
destrói a visão,
Te
mata a afeição,
Te
tolhe o pensamento.
Quando
livre fores, sem peias,
Teu
corpo bem controlado,
—sem
tensão nenhuma, Teus olhos capazes de todas as coisas perceber
—em
sua pura nudez, Teu coração sereno e rico de afeição,
Tua
mente bem equilibrada,
Então,
ó mundo,
Os
portões daquele Jardim,
Do
Reino da Felicidade,
Estarão
abertos.
-V-
Desde
o começo dos tempos, Desde as origens da Terra, Eu conhecia
O
Destino de todas as coisas.
Como
o impetuoso rio conhece Desde sua nascente,
O
alvo de sua longa jornada, Ainda que percorra muitas terras, Assim também eu
conhecia
A
meta.
Como
na estação do Inverno
A
árvore nua conhece
As
alegrias da vindoura Primavera, Assim também eu conhecia
A
meta.
Longamente
peregrinei Através de muitas vidas, Por muitas terras,
Entre
muitos povos, Em busca daquela meta Que eu conhecia.
Como
as águas estagnadas
Se
purificam
Com
a vinda das chuvas,
Assim
também eu ficara
Inerte
Até
que a tormenta das lágrimas Me veio purificar.
Carreguei
o pesado fardo
De
muitas posses,
Das
riquezas do mundo,
Dos
confortos que fazem a estagnação.
Regalei-me
Das
delícias da abundância,
Até
que a tormenta das lágrimas Lavou-me o orgulho da riqueza. E como as terras do
deserto, Sem sombras,
Assim
se tornou minha vida. Prostrei-me ante os altares
Dos
santuários que encontrei
—à
margem da estrada;
Seus
Deuses me recusaram A meta que eu conhecia.
Seus
sacerdotes me cativaram
Com
a magia de suas palavras,
A
embriaguez de seu incenso.
Abrigado
nas sombras,
—entre
as paredes do templo, Na treva permaneci,
A
implorar aquela meta
Que
eu conhecia.
E,
então, de novo,
O
turbilhão da dor
Jogou-me
para a estrada.
Criei
filosofias e credos,
Complicadas
teorias da vida, Entranhei-me
Das
criações intelectuais do homem, Com elas me engrandeci em arrogância. E, tão
súbito
Como
a tempestade desaba,
Vi-me
nu,
Esmagado
pela agonia
Das
coisas transitórias.
A
tudo renunciando,
Nu
como estava,
Retirei-me
do mundo dos prazeres, Para a solidão.
À
sombra das grandes árvores,
No
recolhimento do vale silencioso, Busquei a meta
Que
minhalma implorava,
A
meta que eu conhecera
Através
dos tempos.
Grande
era o meu amor,
Grande
a satisfação que me dava, Eu cantava,
Eu
dançava,
No
êxtase de meu amor,
Mas,
assim como a terna rosa Emurchece
Em
pleno verão,
Assim
meu amor mirrou Em pleno folguedo.
Fiquei
vazio como o amplo céu, Implorando a meta
Que
eu conhecia.
Como
o construtor dispõe Tijolo sobre tijolo,
Para
o edifício de seus sonhos, Assim, desde a antiguidade, Desde as origens da
Terra, Eu ajuntei
Os
resíduos da experiência De vidas sucessivas,
Para
a consumação
Dos
anelos de meu coração.
Como
a flor dorme de noite, Reservando sua glória Para as alegrias da manhã, Assim,
reunindo minhas farsas,
Penetrei
fundo
Nos
arcanos de meu coração,
Para
gozar as alegrias do descobrimento. E como o homem que a luz discerne
No
fim de extenso túnel, Assim eu discerni
O
alvo de minha busca, A meta que eu conhecia.
Olha!
Minha
casa está pronta e bem abastecida, E agora sou livre
Para
iniciar a viagem.
Como
o rio potente conhece Desde sua nascente
A
meta de sua longa jornada, Eu também conhecia
A
meta.
Assim
como em tempo de Inverno
A
árvore desnuda
Conhece
as alegrias da vindoura Primavera, Eu também conhecia
A
meta.
Desde
a mais remota antiguidade, Desde as origens da Terra,
Eu
conhecia
A
meta final de todas as coisas.
Olha!
É chegada a hora,
A
hora que eu aguardava,
Liberto
estou
Da
vida e da morte.
Tristeza
e prazer já me não visitam, Liberto estou do apego na afeição, Emancipado do
mito dos Deuses.
Como
o luar claro e sereno
Da
estação das colheitas,
Assim
eu sou
Na
minha Libertação.
Simples
como a tenra folha —
Pois
em mim tenho guardados
Muitos
Invernos e muitas Primaveras.
Como
a gota de orvalho é a filha do mar, Assim também eu nasci No oceano da
Libertação.
Como
o rio misterioso Que no largo mar se lança, Adentro me lancei
No
mundo da Libertação: A meta que eu conhecia.
Bibliografia:
1)
Blavatsky, Helena, GLOSSÁRIO teosófico, P. 125,
Editado pela CENTRO LUSITANO DE UNIFICAÇÃO CULTURAL – Lisboa e a distribuição no Brasil, pela Editora Teosófica
– DF, 2.022 e 2.023;
2)
. Platão, A REPÚBLICA, p. 37. 38 §350
a-e, Editora Martin Claret, 2005, e à
versão de 2.016, está no 18ª reimpressão.
[1] Blavatsky, Helena, GLOSSÁRIO TEOSÓFICO, p.
125, CENTRO LUSITANO DE
UNIFICAÇÃO CULTURAL – Lisboa – distribuição no Brasil pela Editora Teosófica –
DF, 2.022 e 2.023.
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