NOSSO CICLO EXISTENCIAL TERRESTRE, DEVE ESTÁ FOCADO NA JUSTIÇA, E NO BEM GERAL E COMUM. O JUSTO É SÁBIO, E O INJUSTO É MAU E IGNORANTE. LOGO O JUSTO VIVE DA FÉ, E O SÁBIO DO CONHECIMENTO E DE SUA APLICAÇÃO NA EXISTÊNCIA DIA A DIA. APRENDAMOS A BUSCAR PRIMEIRO O REINO DE DEUS E SUA JUSTIÇA E O RESTO NOS SERÁ ACRESCENTADO (SÃO MATEUS 6:33).

“350 a-e – Observa, relativamente a toda espécie de ciência ou de ignorância, se te parece que aualquer sábio quereria exceder os atos e as palavras de outr sábio, e não fazer, em caso igual, o que o que é semelhante a ele”.

- Será forçoso, talvez, que seja assim.

- E agora o ignorante?  Não pretenderia ele igualmente exceder o sábio e o ignorante?

- Talvez.

- Mas o sábio é sensato?

- Sim.

- E quem é sensato é bom?

- É.

- Ora o homem sábio e bom não quererá exceder o que lhe é semelhante, mas sim o que é diverso e oposto a ele.

- Parece que sim.

- E o que é mau e ignorante  quererá prevalecer  sobre o que lhe é semelhante e o seu contrário.

- Parece-me que sim.

- Ora, Trasímaco – disse eu  -, o injusto, para nós não quer exceder  tanto o seu contrário como o que lhe é semelhante?  Ou não foi assim o que disseste?

- Certamente – respondeu.

- Ao passo que o justo não quererá exceder o que lhe é semelhante, mas sim o seu contrário?

- Sim.

- Logo, o justo  assemelha-se ao homem sábio é bom, e o injusto ao mau e ignorante?

- É provável.

- Mas nós concordamos que  cada um deles tem as qualidades daquele a quem se assemelha.

- Concordamos, é verdade.

- Logo, o justo revela-se-nos como bom e sábio, e o injusto como ignorante e mau.

Trasímaco, então, concordou com tudo isto, não com a facilidade com que agora esclareço, mas arrastadamente e a custo,  suando espantosamente, tanto mais que era no verão.  Foi então que vi uma coisa que antes nunca vira: Trasímaco a corar.  Assim, pois, que concordamos que a justiça é virtude e sabedoria,  e a injustiça maldade e ignorância, exlamei:  - Bem, deixemos este ponto acertado! Mas afirmamos também que a injustiça era a força. Ou não te recordas,  Trasímaco?

- Recordo-me. Mas o que acabas de afirmar não me agrada, e tenho resposta a dar-lhe. Se eu falasse, sei  perfeitamente que afirmarias que eu estava a discursar como um demagogo. Deixa-me, pois, falar à minha vontade, ou, se quiseres interrogar, interroga. E eu dar-te-ei como às velhinhas  que estão a contar histórias: - Bem! – e farei  com a cabeça que sim ou que não.

- Mas nunca – observei – contra a tua própria opinião.

- De maneira a poder agradar-te -  rotorquiu -, uma vez que não consentes que eu fale. Que mais queres?

- Mais nada, por Zeus! – respondi. – Se queres fazer assim, faz, que eu iterrogo.

- Iterroga então.

E arremata Platão:

“354 a-c – Mas parece-me que fiz como os glutões, que se agarram num dos pratos, à medida que os servem, antes de terem gozado suficientemente o primeiro; também eu, antes  de descobrir o que procurávamos primeiro – o que é a justiça – largando esse assunto, precipitei-me para examinar, a esse propósito, se ela era um vício e ignorância,  ou sabedoria e virtude; depois, como surgisse novo argumento, o de que é mais vantajoso a injustiça do que a justiça,  não me abstive de passar daquele assunto para este; de tal maneira que daí resultou agora pra mim que nada fiquei a saber com esta discussão. Desde que não sei o que a justiça, mensos ainda saberei se se dá o caso de ela ser uma virtude ou não, e se quem possui é ou não feliz.” (cf. Platão, A REPÚBLICA, Livro I,  §350 a-e, §354 a-c,  pp. 37-38-39-43, Editora Martin Claret, 18ª Reimpressão, 2.016).

Nossa condisderação:

1.            Evidente, que Platão, realiza à humanidade boa aççao e útil, em todos os aspectos do conhecimento humano, pois é ciência do valor  estimável do princípio  da Justiça, em nosso cotidiano, e unidade entre todos os seres no exercício da fraternidade humana, como irmãos, pelo amor ao próximo como a si mesmo, e com base na lei universal partilhar e buscar  para cada qual: “20. Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam”. Pois é salutar possuir noção do destino, já que à mente e coração está a bondade e bem querer, daí é digno possuir: “21. Porque onde está o teu tesouro,  lá também está teu coração.” Logo é dever de cada qual conhecer e possuir  clarividência e responsabilidade consigo e com o próximo, em prestação de serviço digno, quando:

“33. Buscai em primeiro lugar no reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão  dadas em acréscimo.” (cf. São Mateus 6:20-21-33).

2. O fundamento  do exercício da verdade, está em atestar pela fé e obra vivas (cf. São Tiago 2:16-17), cujo atestado (fé como atestado da verdade -   conhecimento antigo anterior  Jesus Cristo) se encontra consolidado em nosso Direito Processual Civil, em que,  às partes no processo devem comportar-se com lealdade e “boa-fé”, premissa maior e paradigma  de usos e costumes, que se enncontram expresso em lei, como  está  deduzido  no Art. 5º, do N.C.P.C – Lei nº 13.105, de 16 de março de 2.015. Então, está plausível o dizer   necessário ao exercício prático da boa-fé, como se enxerga:

“Filho, eu desci do céu por tuua salvação, recebi tuas misérias,  sem que a isso me obrigasse a necessidade, mas sim a caridade,  para que aprendesses a paciência e não  suportasses as misérias temporais com indignação (cf. João 3:17). Com efeito, desde a  hora do meu nascimento até a minha morte na cruz, não faltou em mim a paciência ante a dor (cf. Isaias 53:3). Grande privação de bens temporais eu passei; muitas queixas a meu respeito frequentemente ouvi,  confusões e opróbrios benignamente suportei; em troca de benefícios, recebi ingratidão; em troca de milagres, blasfêmias;  em troca de ensinamento, repreensões.” (cf. De Kempis, Tomás, IMITAÇÃO DE CRISTO,  p. 252,  Editora Paulus, 1ª Edição 2.019, 1ª Reimpressão 2.021)

3. É certo, que  desconhecemos o bem estar e êxito em nossa existência neste ciclo terrestre, em face de triunfar à injustiça e a ignorância, porque é uso e costume cada hora e dia ouvirmos  em falácias, fazerem afirmações de fato, que nem é, e nem existem, por realizarem apenas pela conveniência, e interesse pessoal, especialmente, para satisfazer o egoísmo, quando se tratar e estiver em jogo o poder e dinheiro. Isto é mau procedimento entranhado na cultura atual e, o eleitor com fulcro no voto universal, e na democracia, sufraga mais um leviatã (cf. Jó 41:24-25), pela inconsciência, e pelo desconhecimento, e pelo ardil político. Em Platão, se observa o mal e mau proceder  que está na ignorância, mas, o conceito sábio de que é a ignorância em si, está em vício, péssimo costume, em afirmar mazelas, pois “o que afirma é ignorante”, está em Aristóteles. Por isto, possuir cautela redobrada com homens amantes da vantagem e da corrupção.

4. Atualmente, para combater a injustiça só por meio de escolha sábia, porque ensina Platão, que o sábio é justo e do bem, e observar atitudes, e comportamentos baseados no mérito da virtude, descartar a aparência, pois canta  Ivã Lins, que “as aparências enganam”, e ditado popular diz: Quem vê a cara, não vê o coração. E, por que se  gosta das aparências?

5. O caminho da justiça, e da fraternidade, agir sempre como irmão, e enxergar o outro como filho  e imagem e ssemelhança de Deus (cf. Gênesis 1:26), e em glória de justiça e santidade (cf. Efésios 4:23-24), porque com este procedimento, aboliremos o ódio, à violência, crueldade, egoísmo, lesão corporal, exploração, cobiça, inveja, contra à criança, adolescente, à mulher e o idoso com deficiência, praticados pelo parentes (familiares), companheiros, e os praticates pelo interesses e conveniência dizem cooperar, ajudar e cuidar, mas na verdade são infratores penais e pecadores, e inffrigem com violência domestica  praticada contra a mulher e ofendem a  Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2.006, combinado com a Lei nº 14.550, de 19 de abril de 2.023, e pela violação do Art. 102, do Estatuto do Idoso – Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2.003, combinado com a Lei nº 14.423, de 22 de julhio de 2.022, igualmente pela violação ao disposto no Parágrafo único, do Art. 5º, e Art. 89, da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2.0’5, e pelo enriquecimento sem justa causa, previsto no Art. 884,  Parágrafo único, do Código Civil – Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2.002, e por força do princípio  prevosto no §8ª, do Art. 226, e no §1º, §2º, do Art. 230, da Constituição Federal de 1.988.

6. Diante disto,  que nosso pensamento esteja focado cada dia e hora,  no bem da justiça, e que trabalharemos pela abolição do mau procedimento, e toda forma forma de violência, crueldade, e de ódio, contra os mais fragilizados, que evitaremos a omissão e a mentira, e faremos nossas ações pelo bem estar da sociedade e do próximo;

Estaremos apto e atentos à vigilância e à oração, e rogaremos sempre à graça e os dons, como proteção e sabedoria, e que nos guarde de todo o inimigo e dos perigos, e que tenhamos paz, e segurança vinda do Senhor Deus;

E, com nosso afeto e paz, deixamos nosso cordial e sincero abraço a todos e à todas.

Criciúma (SC), 8 de maio de 2.023.

Gilson Gomes

Advogado e Filosofia.

OAB nº SC 003978.

 

 

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