É NECESSÁRIO JUSTIFICAR NOSSA PRÁTICA, TANTO EM ATOS, QUANTO FATOS. LOGO À JUSTIÇA E SANTIDADE, E O AMOR AO SENHOR DEUS, PELAS OBRAS E PELA FÉ, E AMOR AO PRÓXINO.

 

É NECESSÁRIO JUSTIFICAR NOSSA PRÁTICA, TANTO EM  ATOS, QUANTO FATOS. LOGO À JUSTIÇA E SANTIDADE, E O AMOR AO SENHOR  DEUS, PELAS OBRAS E PELA  FÉ, E AMOR AO PRÓXINO.

 

“Ó vida oculta que vibras em cada átomo,
Ó luz oculta que brilhas em cada criatura,
Ó amor oculto que tudo abranges na unidade,
Saiba todo aquele que se sente uno contigo,
Que ele é, por isso mesmo, uno com todos os outros.”

ANNIE BESANT,

Evidente, que à humanidade está na Unidade à ordem dos seres  encontrados no Universo. Objetivamente, não há desenvolvimento e nem paz se não estivermos ligados em harmonia e sintonia em consciência individual e coletiva, em obtermos energia vital fonte vigorosa de bem estar e saúde, conhecida como Luz: “4. Nele havia vida, e a vida era a luz dos homens. 5. A luz respçandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam”. Sim, em oposição às Trevas, relacionadas com o mau procedimento (existência e sobrevivência com a corrupção de pecado) , pela desobediência às Leis Universais, notadamente à Lei do Senhor  Deus, e seus mandamentos (Êxodo 20:12-17), no em Justificar à expressão  de  Jesus Cristo, dizendo à irmã de Lázaro, Marta, sobre o que iria acontecer com o mesmo, depois de quatro dias no sepulcro: - “Eu aou  a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá (São João 11:25). Porque à questõ – “Eu sou”, significa que o Mestre está em unidade em plenitude com o Pai eterno, filho único, que no principio é Deus, e Pai no filho, criador de tudo que existe, sem ele, nada existiria com vida no Universo, logo desde sempre o Mestre é – Ser,  o Verbo -, eis como está posto:

 “14. O verbo se fez carne e habitou entre nós e vimos sua glória, a glória que o filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade" (São”João 1:2-3-4-5-14).

Ora, o conhecimento do Ser, como força do pensamento é desenvolvida em conjunto com Psique (alma), por Aristóteles – Metafísica, cujo comentário está em Livro pelo formidável Santo Tomás de Aquino, daí deriva o dizer reto e digno de Jesus, em relação sua unidade com o Pai, ao dizer: “Entretanto, Jesus  exclamou em alta voz alta: “Aquele que crê em mim não em mim, mas naquele que me enviou” (São João 12:44).

No entanto, São Beta, dz sobre isso, desta forma:

      “Não disse: “Sou eu, Jesus”, mas simplesmente: Sou eu, porque eram seus amigos próximos,  de modo que, ouvindo sua voz puderam reconhecer o Mestre. Ou – o que encerra uma verdade maior – para mostrar ser ele o mesmo que disse Moisés: Eu sou o qu sou (Ex. 3:14)”. Cof. De Aquino,  Santo Tomás, Catena Áurea, vol. 4, Evangelho de São João, p. 216, Editora  Ecclesiae, 1ª edição, junho de 2.021.

Certamente, quem fizera bom trabalho em favor da Unidade, se observa na sua obra Às Cartas, com obra publicada em Português e no Brasil. Logo Santa Catarina de Sena, obteve sua canonização pelo exemplo, pela obra, igualmente,  por estar como “Santa da Unidade”. Logo nos gratifica por ser na existência notável, mulher.

Evidente, que ás obras e pela fé justificaram os seres  desde o início, pois Abraão creu no Senhor e isso lhe foi creditado com justiça (Gênes 15:6; \hebacuque 2:4; Atos 13:39, 16:30-31; Romanos 3:24-26, 4:5-25, 5:1-9-16-18,10:9-10; 1 Coríntios 1:30, 6:11, Efésios 2:8, João 1;12,3:36,6:28-29,14:12; 1 João 5:10-13, Tiago 2:23-24; Tito 3:5; Gálatas 2:11-16; São Marcos 16:16).

2. O que Significa o Ser em Metafísica de Acristóles? Eis à Parte 2:

O SER PARA ARISTÓTELES.

    Mas num mundo em que o universal não subsiste por si próprio, formado apenas por coisas individuais concretas, como seria possível conhecer, visto que as coisas individuais concretas são em número infinito? A resposta estaria na indução, onde o indivíduo, partindo do particular para o universal, procura agrupar um conjunto de elementos comuns  em grupos e classes de coisas, para classificá-las e conhecê-las. Assim, ao observar uma variedade enorme de cachorros particulares, o homem abstrairia o comum entre eles para criar o conceito de cachorro. Tal conceito existiria apenas no logos, na linguagem e intelecto humanos.

O objeto de investigação da Metafísica não é qualquer ser, mas do ser enquanto ser. Esta investigação levaria à elaboração de uma ciência suprema, superior a todas as outras. Esta ciência já estaria sendo feita, apesar de ainda existir de forma crua. No livro I, Aristóteles fala da importância da causa desde a filosofia anterior. Os filósofos hoje ditos "pré-socráticos", procurando explicar a existência física do mundo, teriam considerado apenas a causa material em sua formação 4 , ao passo que Aristóteles aponta a existência de outras três, a eficiente, a formal e a final. As quatro causas seriam quatro sentidos de responder à pergunta por quê? E encontrar o que é primeiro em algo é conhecer o que lhe é próprio, seus atributos essenciais, opostamente aos atributos acidentais.

    Não irei explicar estas quatro causas aqui, elas foram lembradas apenas para mostrar que a causa em Aristóteles é o que contribui para ao conhecimento do Ser. A ciência superior do ser enquanto ser, portanto, seria também a ciência dos primeiros princípios e das primeiras causas. Delimitar os contornos desta ciência  5 , é o que é tratado na Metafísica.

    Um atributo essencial é essencial porque é aquilo que está numa coisa que é,   que, se não estivesse, a coisa não seria. Sabemos que essência é uma palavra de origem latina (posterior ao grego, portanto). A palavra que isto traduz é o termo grego ousia que mais literalmente significa "o que é por si mesmo", ou seja, o que é primeiro numa substância, não podendo ser tirado desta sem que o ser perca o ser.

    Além do ser em si mesmo, Aristóteles distingue ainda outros três sentidos principais em que se diz que uma coisa é, a saber: por acidente, como verdadeiro e como falso e em potência e em ato. 6
O ser acidental pode ser dito como verdade, mas não uma verdade necessária ou habitual, e sim contingente. Por exemplo, pode-se dizer: "O arquiteto é músico". Ser arquiteto não implica necessariamente em ser músico, mas no entanto esta proposição pode ser verdadeira, visto que uma coisa é acidente de outra. O logos para saber o que é ser músico não passa pelo logos de saber o que é ser arquiteto.

 O ser como verdade implica aceitar que  dizer que uma coisa é, é aceitar que ela é verdadeira, ao passo que dizer  que uma coisa não é, é dizer que ela não é verdade, isto tanto na afirmação como na negação.

Assim, como explica Aristóteles, tanto a afirmação de que Sócrates é músico e  não-pálido deve ser verdadeira, ao passo que a proposição "Sócrates não é pescador", deve ser falsa. O ser como verdade e falsidade está ligado, portanto, à lei de não contradição que Aristóteles formulou.

    A "metafísica" não estuda o ser 7 como acidente nem o ser como verdade. O primeiro não pode receber nenhum tratamento científico, pois existem infinitos atributos acidentais. Uma casa, exemplifica  o filósofo, pode ser agradável a uns e não a outros. A ciência arquitetônica não visa estes atributos acidentais, mas a essência da ciência da construção arquitetônica é apenas a construção de receptáculo para abrigar móveis e seres viventes. 8
    O ser como verdade não é estudado pela metafísica porque este pertence não a objetos, mas a estados de espírito. Tal estudo caberia mais à lógica do que à metafísica. Os outros dois sentidos, o ser como essência – que subsiste por si mesmo, o qual diz que uma coisa é propriamente – e o ser em ato e potência serão tratados pela metafísica. Iremos agora tentar explanar melhor cada um destes dois sentidos restantes, com ênfase no ser enquanto ser.
 
    Aristóteles afirma 9 que as individualidades do ser em si são em número igual às figuras de predicação. Ou seja, alguns predicados indicam o que é no sujeito. Estes predicados podem ser expressos nas categorias de qualidade, quantidade, relação, atividade, passividade, lugar e tempo. Explicar as categorias é tarefa melhor empreendida nos escritos Analíticos e nas Categorias. Para nós, o mais importante é saber que a substância é a categoria primeira no que diz respeito ao ser. A substância é anterior às outras categorias por existir à parte (como coisa individual), por ser anterior à definição das outras categorias, e por ser anterior no conhecimento. Ou seja, a substância é anterior no logos (na definição, pois ao definirmos as outras categorias precisamos definir uma substância ao mesmo tempo, ou seja, as outras categorias dependem dela), na ordem de conhecimento (conhecemos melhor uma coisa ao saber o que ela é, mais do que sabendo suas qualidades, quantidades, etc.) e no tempo (a substância é anterior às outras categorias que subjazem a ela). 10.

   A substância é aquilo "que não pode ser afirmado de um sujeito, mas aquilo de que todo o resto é afirmado". Ou como afirma Aristóteles  em 1028 a 29-30, é em virtude da substância que as outras categorias também são.

    Para responder à questão do que é a Substância, Aristóteles identifica pelo menos quatro sentidos para a palavra: a essência, o universal, o gênero e o substrato.

Abstraindo as diversas afecções e diferentes categorias, tirando todas as determinações da substância restaria apenas a sua matéria (hylé) o que leva Aristóteles a considerar uma definição de substância como matéria. Mas isto seria insatisfatório, visto que "tanto a separabilidade como a propriedade de ser uma coisa determinada são atribuídas principalmente à matéria". Mas a substância não é  a ausência de determinações, visto que tudo o que é, é um isto, ou seja, algo determinado. Para resolver este impasse, Aristóteles introduz o seu conceito de forma (eidos) Aristóteles em  1032b 1 define forma como a essência de cada coisa e a sua substância primeira. Em 1032 b14, Aristóteles afirma que a substância é matéria sem essência. O indivíduo, como  veremos adiante, é para Aristóteles composto de forma e matéria. Existe uma distinção entre substância primeira e substância segunda que foi muito desenvolvida pelos escolásticos, a qual não entraremos aqui. Para resumir, podemos dizer que a substância primeira é sujeito do qual se  afirmam ou se negam diversos predicados, e que não é ele mesmo predicado de nada (como dissemos), e a substância segunda é uma abstração, o tipo geral que caracteriza uma classe de objetos, como os termos gerais "homem e cavalo". Mas esta substância segunda só pode ser chamada substância por analogia, visto que (como dissemos) nenhum universal pode ser verdadeiramente um ser.

     Assim, a substância seria um composto de forma e matéria. A matéria, por exemplo, seria o bronze, e a forma seria a forma da estátua de bronze. Esta resposta parece ser a  mais satisfatória para a pergunta "o que é substância?".

     Desde a filosofia de Parmênides e Heráclito havia um problema filosófico que dizia respeito à contradição entre o ser e o movimento. O ser de Platão é imutável. Aristóteles, para resolver esta contradição, introduz a noção de potência e ato. É certo que a matéria está em constante devir, sempre mudando. Um bebê nasce e se modifica até o fim da vida, não deixando nunca de ser uma substância. Isto acontece porque o ser pode ser em potência, antes de ser em ato. O ato pode ser o exercício da atividade – esta podendo ser atividade tendo em vista um objetivo específico, como a construção de uma casa, ou atividade em si mesma, como o pensamento -, ou a forma.
    A matéria aspiraria à  forma, se transformando sempre ao mudar de forma e se realizar como atualidade. Esta atualização é feita pela causalidade, mais especificamente pela causa final, que rege a atualização da potência de um ser.

   A mudança da potencialidade se transformando em atualidade demonstra a primazia da atualidade. Como exemplifica Ross, o animal tem a faculdade de ver a fim de poder ver e não vê a fim de possuir a  faculdade de ver. Mas o argumento principal apontado por Ross da maior importância da atualidade é o seguinte: o que tem potência de ser também tem potência de não ser, enquanto o eterno nunca pode deixar de 11.

     Estas mudanças estariam restritas às substância individuais. Não entrarei aqui na teologia aristotélica, que afirma que toda  mudança é regida por uma finalidade tendo em vista um bem. O mal não teria existência necessária no mundo, pois ele está mais ligado à potencialidade, visto que é possível, em potência que o mal e o que o bem existam, mas em ato só é possível um dos dois existir  (pois dois contrários não podem existir em ato, segundo a lei da não contradição).  O mal não existe à parte das coisas más, porque sua potência é superior ao seu ato, enquanto nos seres eternos não pode haver nenhum mal, visto eles estarem sempre em ato. A mudança da matéria ao se tornar forma diria respeito apenas ao mundo sublunar, de substâncias constituídas das quatro raízes, dos quatro elementos. Além destes elementos adotados por Empédocles, haveria, no mundo supralunar uma quintêssencia, chamada éter, que seria a matéria dos astros e estrelas. A mudança nos mundos seria regida pela Substância pura, o motor imóvel do mundo, que move sem ser movido, visto que é puro ato, e imutável porque não muda. Aristóteles chama esta Substância pura de Deus, e diferencia-se das formas platônicas por ser capaz de causar o movimento.  12.

 Para ser eterna, esta substância é imaterial. Mas por ora nos limitamos aos assuntos tratados até aqui: as características básicas da ruptura de Aristóteles com Platão, o desenvolvimento da concepção de ser aristotélico e os quatro sentidos em que este pode ser dito, até achar a substância como a categoria que melhor expressa  o ser, sendo esta um individual composto de forma e matéria.

3. Como justiçar à boa ação, e seguir o caminho:

Ora, o Filósofo busca a universalidade no Ser, pela predicação do verbo, então, seu apreço pelo Ser está na expressão, que o Senhor diz a Moisés, no momomrnto rm que Moisés pergunta: Senhor, que direi ao povo Hebreu, que deseja saber seu nome, igualmente, ao Faraó?

Então, o Senhor  lhe disse:

- Diga ao povo e ao Faraó, que o Senhor mandou dizer-lhes que:

- “Eu sou aquilo que sou. E ajuntou”. (Êxodo 3:14).

Na verdade, Jesus Cristo, disse à Marta, irmã de Lázaro, que estava sepultado à quatro dias< então:

“25. Dias-lhe  Jesus: “Eu sou a  ressurreição e a vida, aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (joão 11:25).

Com certeza, os Filósofos da Patrística nos ensinam no Livro, de Santo Tomás de Aquino, Catena Área, vol. 4 – sobre o Evangelho de São João, os. 215 a 240, 1ª edição, junho de 2.021, Editora Ecclesiae, pelos filósofos Santo Agostinho, São João Crisóstomo, Santo Hilário, Sâo Beda, Orígenes, Alcuino e Teofilacto.

Certamente,  pela lei do amor, está estabelecido o segundo maior mandamento, ditado pelo:

 “Eu sou”, ao expor:

“31. Eis aqui o segundo: Amaeás o teu próximo como a ti mesmo. Outro mandamento maior do que este não existe.

39. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás  teu próximo como a ti mesmo”  (São Marcos 12:31, São Mateus 22:39).

Evidente, que o amor e sabedoria é fundamento da justificação como SER, que predica, e dá asas para voar por meio da fé e obra, que pelo amor e suas obras, consolidada sempre como boa prática, por ser viva (São Tiago 2:16-17).

Dito isto, é dever de humanidade e bem querer, crescer em graça, e dons do Espírito, e agir sempre com consciência, buscar à unidade com a Trindade, unidos pela vigilância e oração, sempre levar  consigo o bem dos vulneráveis, porque desta forma, se obtém pelo mérito da virtude, o reino de Deus, porque quem crêr, e  estiver batizado na água e no Espírito Santo estará salvo. E, pela energia da vigilância e da oração (São Marcos 16:16, São Mateus 4:17, 26:41).

Espera-se de todos, solidariedade, boa ação, e fidelidade a princípios, que todos obtenham êxito, e de direito e de fato estejam no status de ser, pelo critério da bondade em suas boas ações.

Logo se deixa o  abraço cordial, gratidão pela graça, nosso sincero, muito obrigado.

Cricúma (SC), 21 de fevereiro de 2.023.

Gilson Gomes.

Filosofia.

Advogado.

OAB/SC nº 003978.

 

 

 



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