É NECESSÁRIO JUSTIFICAR NOSSA PRÁTICA, TANTO EM ATOS, QUANTO FATOS. LOGO À JUSTIÇA E SANTIDADE, E O AMOR AO SENHOR DEUS, PELAS OBRAS E PELA FÉ, E AMOR AO PRÓXINO.
É
NECESSÁRIO JUSTIFICAR NOSSA PRÁTICA, TANTO EM ATOS, QUANTO FATOS. LOGO À JUSTIÇA E
SANTIDADE, E O AMOR AO SENHOR DEUS, PELAS
OBRAS E PELA FÉ, E AMOR AO PRÓXINO.
“Ó
vida oculta que vibras em cada átomo,
Ó luz oculta que brilhas em cada criatura,
Ó amor oculto que tudo abranges na unidade,
Saiba todo aquele que se sente uno contigo,
Que ele é, por isso mesmo, uno com todos os outros.”
ANNIE BESANT,
Evidente,
que à humanidade está na Unidade à ordem dos seres encontrados no Universo. Objetivamente, não
há desenvolvimento e nem paz se não estivermos ligados em harmonia e sintonia
em consciência individual e coletiva, em obtermos energia vital fonte vigorosa
de bem estar e saúde, conhecida como Luz: “4. Nele havia vida, e a vida era a
luz dos homens.
“14. O verbo se fez carne e habitou
entre nós e vimos sua glória, a glória que o filho único recebe do seu Pai,
cheio de graça e de verdade" (São”João 1:2-3-
Ora,
o conhecimento do Ser, como força do pensamento é desenvolvida em conjunto com Psique
(alma), por Aristóteles – Metafísica, cujo comentário está em Livro pelo
formidável Santo Tomás de Aquino, daí deriva o dizer reto e digno de Jesus, em
relação sua unidade com o Pai, ao dizer: “Entretanto, Jesus exclamou em alta voz alta: “Aquele que crê em
mim não em mim, mas naquele que me enviou” (São João 12:44).
No
entanto, São Beta, dz sobre isso, desta forma:
“Não disse: “Sou eu, Jesus”,
mas simplesmente: Sou eu, porque eram seus amigos próximos, de modo que, ouvindo sua voz puderam reconhecer
o Mestre. Ou – o que encerra uma verdade maior – para mostrar ser ele o mesmo
que disse Moisés: Eu sou o qu sou (Ex. 3:14)”. Cof. De Aquino, Santo Tomás, Catena Áurea, vol. 4, Evangelho
de São João, p. 216, Editora Ecclesiae,
1ª edição, junho de 2.021.
Certamente,
quem fizera bom trabalho em favor da Unidade, se observa na sua obra Às Cartas,
com obra publicada em Português e no Brasil. Logo Santa Catarina de Sena,
obteve sua canonização pelo exemplo, pela obra, igualmente, por estar como “Santa da Unidade”. Logo nos
gratifica por ser na existência notável, mulher.
Evidente, que ás obras e pela fé justificaram os seres desde o início, pois Abraão creu no Senhor e
isso lhe foi creditado com justiça (Gênes 15:6; \hebacuque 2:4; Atos 13:39,
16:30-31; Romanos 3:24-26, 4:5-25, 5:1-9-16-18,10:9-10; 1 Coríntios 1:30, 6:11,
Efésios 2:8, João 1;12,3:36,6:28-29,14:12; 1 João 5:10-13, Tiago 2:23-24; Tito
3:5; Gálatas 2:11-16; São Marcos 16:16).
2. O que Significa o Ser em Metafísica de Acristóles? Eis à Parte 2:
O SER PARA ARISTÓTELES.
Mas num mundo em que o universal não subsiste por si
próprio, formado apenas por coisas individuais concretas, como seria possível
conhecer, visto que as coisas individuais concretas são em número infinito? A
resposta estaria na indução, onde o indivíduo, partindo do particular para o
universal, procura agrupar um conjunto de elementos comuns em grupos e
classes de coisas, para classificá-las e conhecê-las. Assim, ao observar uma
variedade enorme de cachorros particulares, o homem abstrairia o comum entre
eles para criar o conceito de cachorro. Tal conceito existiria apenas no logos,
na linguagem e intelecto humanos.
O objeto de investigação da Metafísica não é qualquer ser, mas
do ser enquanto ser. Esta investigação levaria à elaboração de uma ciência
suprema, superior a todas as outras. Esta ciência já estaria sendo feita,
apesar de ainda existir de forma crua. No livro I, Aristóteles fala da
importância da causa desde a filosofia anterior. Os filósofos hoje ditos
"pré-socráticos", procurando explicar a existência física do mundo,
teriam considerado apenas a causa material em sua formação 4 ,
ao passo que Aristóteles aponta a existência de outras três, a eficiente, a
formal e a final. As quatro causas seriam quatro sentidos de responder à
pergunta por quê? E encontrar o que é primeiro em algo é conhecer o que lhe é
próprio, seus atributos essenciais, opostamente aos atributos acidentais.
Não irei explicar estas quatro causas aqui, elas
foram lembradas apenas para mostrar que a causa em Aristóteles é o que
contribui para ao conhecimento do Ser. A ciência superior do ser enquanto ser,
portanto, seria também a ciência dos primeiros princípios e das primeiras
causas. Delimitar os contornos desta ciência 5 ,
é o que é tratado na Metafísica.
Um atributo essencial é essencial porque é aquilo que
está numa coisa que é, que, se não estivesse, a coisa não seria. Sabemos
que essência é uma palavra de origem latina (posterior ao grego, portanto). A
palavra que isto traduz é o termo grego ousia que mais
literalmente significa "o que é por si mesmo", ou seja, o que é
primeiro numa substância, não podendo ser tirado desta sem que o ser perca o
ser.
Além do ser em si mesmo, Aristóteles distingue ainda
outros três sentidos principais em que se diz que uma coisa é, a saber: por
acidente, como verdadeiro e como falso e em potência e em ato. 6
O ser acidental pode ser dito como verdade, mas não uma verdade necessária ou
habitual, e sim contingente. Por exemplo, pode-se dizer: "O arquiteto é
músico". Ser arquiteto não implica necessariamente em ser músico, mas no
entanto esta proposição pode ser verdadeira, visto que uma coisa é acidente de
outra. O logos para saber o que é ser músico não passa pelo
logos de saber o que é ser arquiteto.
O ser como verdade implica
aceitar que dizer que uma coisa é, é aceitar que ela é verdadeira, ao
passo que dizer que uma coisa não é, é dizer que ela não é verdade, isto
tanto na afirmação como na negação.
Assim, como explica Aristóteles, tanto a afirmação de que Sócrates é
músico e não-pálido deve ser verdadeira, ao passo que a proposição
"Sócrates não é pescador", deve ser falsa. O ser como verdade e
falsidade está ligado, portanto, à lei de não contradição que Aristóteles
formulou.
A "metafísica" não estuda o ser 7 como acidente nem o ser como verdade. O primeiro não pode
receber nenhum tratamento científico, pois existem infinitos atributos
acidentais. Uma casa, exemplifica o
filósofo, pode ser agradável a uns e não a outros. A ciência arquitetônica não
visa estes atributos acidentais, mas a essência da ciência da construção
arquitetônica é apenas a construção de receptáculo para abrigar móveis e seres
viventes. 8
O ser como verdade não é estudado pela metafísica porque
este pertence não a objetos, mas a estados de espírito. Tal estudo caberia mais
à lógica do que à metafísica. Os outros dois sentidos, o ser como essência –
que subsiste por si mesmo, o qual diz que uma coisa é propriamente – e o ser em
ato e potência serão tratados pela metafísica. Iremos agora tentar explanar
melhor cada um destes dois sentidos restantes, com ênfase no ser enquanto ser.
Aristóteles afirma 9 que as
individualidades do ser em si são em número igual às figuras de predicação. Ou
seja, alguns predicados indicam o que é no sujeito. Estes predicados podem ser
expressos nas categorias de qualidade, quantidade, relação, atividade,
passividade, lugar e tempo. Explicar as categorias é tarefa melhor empreendida
nos escritos Analíticos e nas Categorias. Para nós, o mais
importante é saber que a substância é a categoria primeira no que diz respeito
ao ser. A substância é anterior às outras categorias por existir à parte (como
coisa individual), por ser anterior à definição das outras categorias, e por
ser anterior no conhecimento. Ou seja, a substância é anterior no logos (na
definição, pois ao definirmos as outras categorias precisamos definir uma
substância ao mesmo tempo, ou seja, as outras categorias dependem dela), na
ordem de conhecimento (conhecemos melhor uma coisa ao saber o que ela é, mais
do que sabendo suas qualidades, quantidades, etc.) e no tempo (a substância é anterior
às outras categorias que subjazem a ela). 10.
A substância é aquilo "que não pode ser afirmado de um
sujeito, mas aquilo de que todo o resto é afirmado". Ou como afirma
Aristóteles em 1028 a 29-30, é em virtude da substância que as outras
categorias também são.
Para responder à questão do que é a Substância,
Aristóteles identifica pelo menos quatro sentidos para a palavra: a essência, o
universal, o gênero e o substrato.
Abstraindo as diversas afecções e diferentes categorias, tirando todas
as determinações da substância restaria apenas a sua matéria (hylé) o
que leva Aristóteles a considerar uma definição de substância como matéria. Mas
isto seria insatisfatório, visto que "tanto a separabilidade como a
propriedade de ser uma coisa determinada são atribuídas principalmente à
matéria". Mas a substância não é a ausência de determinações, visto
que tudo o que é, é um isto, ou seja, algo determinado. Para resolver este
impasse, Aristóteles introduz o seu conceito de forma (eidos)
Aristóteles em 1032b 1 define forma como a essência de cada coisa e a sua
substância primeira. Em 1032 b14, Aristóteles afirma que a substância é matéria
sem essência. O indivíduo, como veremos adiante, é para Aristóteles
composto de forma e matéria. Existe uma distinção entre substância primeira e
substância segunda que foi muito desenvolvida pelos escolásticos, a qual não
entraremos aqui. Para resumir, podemos dizer que a substância primeira é
sujeito do qual se afirmam ou se negam diversos predicados, e que não é
ele mesmo predicado de nada (como dissemos), e a substância segunda é uma
abstração, o tipo geral que caracteriza uma classe de objetos, como os termos
gerais "homem e cavalo". Mas esta substância segunda só pode ser
chamada substância por analogia, visto que (como dissemos) nenhum universal
pode ser verdadeiramente um ser.
Assim, a substância seria um composto de forma
e matéria. A matéria, por exemplo, seria o bronze, e a forma seria a forma da
estátua de bronze. Esta resposta parece ser a mais satisfatória para a
pergunta "o que é substância?".
Desde a filosofia de Parmênides e Heráclito
havia um problema filosófico que dizia respeito à contradição entre o ser e o movimento.
O ser de Platão é imutável. Aristóteles, para resolver esta contradição,
introduz a noção de potência e ato. É certo que a matéria está em constante
devir, sempre mudando. Um bebê nasce e se modifica até o fim da vida, não
deixando nunca de ser uma substância. Isto acontece porque o ser pode ser em
potência, antes de ser em ato. O ato pode ser o exercício da atividade – esta
podendo ser atividade tendo em vista um objetivo específico, como a construção
de uma casa, ou atividade em si mesma, como o pensamento -, ou a forma.
A matéria aspiraria à forma, se transformando sempre
ao mudar de forma e se realizar como atualidade. Esta atualização é feita pela
causalidade, mais especificamente pela causa final, que rege a atualização da
potência de um ser.
A mudança da potencialidade se transformando em
atualidade demonstra a primazia da atualidade. Como exemplifica Ross, o animal
tem a faculdade de ver a fim de poder ver e não vê a fim de possuir a
faculdade de ver. Mas o argumento principal apontado por Ross da maior
importância da atualidade é o seguinte: o que tem potência de ser também tem potência de não ser, enquanto o eterno nunca pode deixar
de 11.
Estas mudanças estariam restritas às substância
individuais. Não entrarei aqui na teologia aristotélica, que afirma que
toda mudança é regida por uma finalidade tendo em vista um bem. O mal não
teria existência necessária no mundo, pois ele está mais ligado à
potencialidade, visto que é possível, em potência que o mal e o que o bem
existam, mas em ato só é possível um dos dois existir (pois dois
contrários não podem existir em ato, segundo a lei da não contradição). O
mal não existe à parte das coisas más, porque sua potência é superior ao seu
ato, enquanto nos seres eternos não pode haver nenhum mal, visto eles estarem
sempre em ato. A mudança da matéria ao se tornar forma diria respeito apenas ao
mundo sublunar, de substâncias constituídas das quatro raízes, dos quatro
elementos. Além destes elementos adotados por Empédocles, haveria, no mundo
supralunar uma quintêssencia, chamada éter, que seria a matéria dos astros e
estrelas. A mudança nos mundos seria regida pela Substância pura, o motor
imóvel do mundo, que move sem ser movido, visto que é puro ato, e imutável
porque não muda. Aristóteles chama esta Substância pura de Deus, e
diferencia-se das formas platônicas por ser capaz de causar o movimento. 12.
Para ser eterna, esta substância é imaterial. Mas por ora nos
limitamos aos assuntos tratados até aqui: as características básicas da ruptura
de Aristóteles com Platão, o desenvolvimento da concepção de ser aristotélico e
os quatro sentidos em que este pode ser dito, até achar a substância como a
categoria que melhor expressa o ser, sendo esta um individual composto de
forma e matéria.
3. Como justiçar à boa ação, e seguir o caminho:
Ora, o Filósofo busca a universalidade no Ser, pela predicação do verbo,
então, seu apreço pelo Ser está na expressão, que o Senhor diz a Moisés, no
momomrnto rm que Moisés pergunta: Senhor, que direi ao povo Hebreu, que deseja
saber seu nome, igualmente, ao Faraó?
Então, o Senhor lhe disse:
-
Diga ao povo e ao Faraó, que o Senhor mandou dizer-lhes que:
-
“Eu sou aquilo que sou. E ajuntou”. (Êxodo 3:14).
Na verdade, Jesus Cristo, disse à Marta, irmã de Lázaro, que estava
sepultado à quatro dias< então:
“25.
Dias-lhe Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida, aquele que crê em mim,
ainda que esteja morto, viverá” (joão 11:25).
Com certeza, os Filósofos da Patrística nos ensinam no Livro, de Santo
Tomás de Aquino, Catena Área, vol. 4 – sobre o Evangelho de São João, os. 215 a
240, 1ª edição, junho de 2.021, Editora Ecclesiae, pelos filósofos Santo
Agostinho, São João Crisóstomo, Santo Hilário, Sâo Beda, Orígenes, Alcuino e
Teofilacto.
Certamente, pela lei do amor,
está estabelecido o segundo maior mandamento, ditado pelo:
“Eu sou”, ao expor:
“31.
Eis aqui o segundo: Amaeás o teu próximo como a ti mesmo. Outro mandamento
maior do que este não existe.
39.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás teu próximo como a ti mesmo” (São Marcos 12:31, São Mateus 22:39).
Evidente, que o amor e sabedoria é fundamento da justificação como SER,
que predica, e dá asas para voar por meio da fé e obra, que pelo amor e suas
obras, consolidada sempre como boa prática, por ser viva (São Tiago 2:16-17).
Dito isto, é dever de humanidade e bem querer, crescer em graça, e dons
do Espírito, e agir sempre com consciência, buscar à unidade com a Trindade,
unidos pela vigilância e oração, sempre levar
consigo o bem dos vulneráveis, porque desta forma, se obtém pelo mérito
da virtude, o reino de Deus, porque quem crêr, e estiver batizado na água e no Espírito Santo
estará salvo. E, pela energia da vigilância e da oração (São Marcos 16:16, São
Mateus 4:17, 26:41).
Espera-se de todos, solidariedade, boa ação, e fidelidade a princípios,
que todos obtenham êxito, e de direito e de fato estejam no status de ser, pelo
critério da bondade em suas boas ações.
Logo se deixa o abraço cordial,
gratidão pela graça, nosso sincero, muito obrigado.
Cricúma (SC), 21 de fevereiro de 2.023.
Gilson Gomes.
Filosofia.
Advogado.
OAB/SC nº 003978.
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