“ 9 – DESEJA APENAS O QUE ESTÁ DENTRO DE TI.

12 – POIS DENTRO DE TI ESTÁ A LUZ DO MUNDO – A ÚNICA LUZ QUE  PODE SER PROJETADA SOBRE O CAMINHO. SE FORES INCAPAZ DE PERCEBÊ-LA DENTRO DE TI, É INUTIL PROCURÁ-LA EM OUTRA PARTE. ESTÁ ALÉM DE TI, PORQUE QUANDO  A ALCANÇARES JÁ TE PERDESTE. É INATIGÍVEL PORQUE SEMPRE RECUA. ENTRARÁS NA LUZ, MAS NUNCA TOCARÁS À CHAMA”. [1]

 

1 – A Luz do Caminho:

Evidente, que à humanidade em seu processo civilizatório caminha à milênios em busca de conhecimento, tanto o formal, quanto o espiritual, emando pela alma – pisique – anima -, pelo fato de ter transcorrido vários ciclos existenciais neste planeta, por ter se omitido em cumprir às lições vindas de origem. Logo à alma é ser que trabalha pela cura, e pela mente, faz-se adquirir consciência da realidade e prática – práxis -, necessárias à obtenção da Luz no caminho, em razão de   nascer do coração, irradiado pela energia cósmica e perene – Fohat -, divina da mente, e consciência, transformada em boa obra e em fidelidade (São Tiago 2:16-17), pois compreenda,   como o Mestre nos ensina sobre a Luz, a seguir:

“12 Falou-lhes outra vez Jesus: Eu sou a Luz do mundo; aquele que me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”. (São João 8:12).

Com certeza, à Luz do Caminho obtém consistência e efetividade, ao que segue à Luz irradiada com fluxo de amor, pelo Verbo Divino (João 1:1-2-3-4-5-14), eviado para nos dar a luz no caminho, e pela graça e sua generosa misericórdia, em justiça e santidade ingressarmos no reino de Deus.   Então, Luz é conhecimento, com base filosófica, e fundamentada na Palavra expressas na Boa Nova, no cumprimento da Lei e dos mandamentos de Deus.

2 – O Significado da Palavra de Deus na Quaresma:

A Paixão de Cristo e a nossa significa que devemos compreender razões de causa,  que fixera o Pai  ter enviado  – siloe – seu Filho único à terra – Verbo de Deus (São João 1:1-2-3-4-5-14), para estabelecer à Unidade com o Criador, o perdão dos pecados em Adão, que todos morrem, e vencer o pecado da morte, pela ressurreição no terceiro dia, semelhante os três dias que o Profeta jonas permaneceu no ventre do Peixe, como se lê:

“1 O Senhor fez que alí se encontrasse um grande peixe para engolir Jonas, , e este esteve três dias e três noites no ventre do peixe”. (Jonas 2:1).

  Como se observa, à Paixão de Cristo representa para nós cristãos, e até mesmo para toda a humanidade, a vitória final da Vida sobre a Morte, do bem sobre o mal. Jesus decidiu assumir a nossa humanidade para assim poder remi-la. Ele esvaziou-se de toda a sua divindade, para que nós possamos aprender com Ele a sermos verdadeiramente humanos. Era vontade de Deus que Cristo redimisse, ou seja, salvasse a humanidade da situação de pecado em que se encontrava, pecado que trazia consigo muitas consequências, como o individualismo, a depressão, o ódio. Jesus veio para restaurar a Aliança do Homem com Deus e também com o próprio homem. Ele veio para fazer “com prazer” a vontade de Deus (Sl 39, 7).

Contudo, é  difícil imaginar que alguém decida morrer por prazer, ser torturado por prazer. Perguntam-nos e ntão se Jesus gostava do sofrimento, se Deus desejava a morte de Seu Filho. Devemos ter em mente o que significa fazer a vontade do Pai, e de onde provém esse prazer dito no Salmo. O sofrimento de Jesus foi para a nossa salvação, Ele veio para nos remir, e sabia que poderia ser morto, pois veio para nos ensinar o que é realmente fazer a vontade de Deus, contrariando a visão de muitos judeus que viviam a lei apenas por viver.

Logo, à  vontade de Deus era a nossa salvação, e isso até as últimas consequências, Jesus não queria falhar no plano da salvação, mesmo que isso implicaria a sua morte Ele iria até o fim. Logo, Ele fez a vontade de Deus que era a redenção, isso lhe causa prazer, isso é bom, mesmo que provenha de algo ruim. É sob esta ótica que se deve olhar a Cruz de Cristo, seu sacrifício de Amor por nós. O servo de Deus padre Aloísio Boeing disse certa vez “Ninguém gosta da cruz, nem Jesus a quis por si só. Mas Ele a assumiu em nosso lugar; por isso transformou-se em fonte de paz e alegria interior. Somente pela fé compreendemos tão grande contrassenso. Só pela fé a história da cruz é compreensível a modo humano”.  É um ato de fé, crer na redenção, crer na história da Cruz.

Evidente, que nós também podemos e devemos ser sinal de redenção para com o nosso próximo, devemos muitas vezes aniquilarmos as nossas vontades pela vontade de Deus, por amor. Assim participamos dos sofrimentos de Cristo por um bem maior. Há alguns dias (25 de março) celebramos a Anunciação do Senhor, e no evangelho nos recordamos do “sim” de Maria, um sim que trouxe consigo também muitos “nãos”. Que a exemplo de Jesus e de Maria, possamos fazer da paixão de Cristo a nossa paixão também. Afinal, o sentido último da Paixão de Cristo não é a morte em si, mas a vida, a Ressurreição. Assim, nosso sofrimento não tem um fim em si mesmo, mas é um passo rumo à Vida Eterna.

No entanto, que possamos dizer a cada dia com São Paulo: “Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova. Se fomos feitos o mesmo ser com ele por uma morte semelhante à sua, sê-lo-emos igualmente por uma comum ressurreição” (Rm 6, 4s).

Conclui-se, que a Paixão  de Cristo é o momento de meditação, reflexão e contemplação sobre os momentos da paixão, especialmente à coroação de espinhos, a humilhação e ter que carregar a cruz nos ombros, e Simão de de Cirene, que leva sua cruz até o Calvário, e na cruz quando diz ao crucificado do seu lado: “Hoje mesmo estarás comigo no paraiso”, e quando disse à sua mãe e a João: “Mulher eis aí teu filho.” E, a João: “Eis aí sua mãe”.

O fato, é  realizada nas meditações e orações nos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola, obra disponível pela Editora Loyola, onde há oração “Alma de Cristo”.

3 – O Poder da Palavra:

Não há dúvida, que devemos nos concentrar na Palavra de Deus, e compreender os motivos que levaram o Profeta Ezequiel descrer o que está a seguir, sem levarmos em conta que Ezequiel é Profeta e homem que sobrevive o cativeiro da Babllônia, pois ele, com Isaias, Jeremias, testemunham a dor de seu povo naquele período, daí está evidente à causa do relato  a seguir:

Primeira Leitura (Ezequiel  18:21-28).

Leitura da Profecia de Ezequiel.

Assim fala o Senhor:

21 “Se o ímpio se arrepender de todos os pecados cometidos, e guardar todas as minhas leis, e praticar o direito e a justiça, viverá com certeza e não morrerá. 22Nenhum dos pecados que cometeu será lembrado contra ele. Viverá por causa da justiça que praticou.

23 Será que tenho prazer na morte do ímpio? — oráculo do Senhor Deus. Não desejo, antes, que mude de conduta e viva?

Logo, a seguir está o que acontece, com aquele que pratica o mal, como se lê:

“24 Mas, se o justo desviar de sua justiça e praticar o mal, imitando todas as práticas detestáveis feitas pelo ímpio, poderá fazer isso e viver? Da justiça que ele praticou, nada mais será lembrado. Por causa da infidelidade e do pecado que cometeu, por causa disso morrerá”.

O efeito da treva, pecado, está posto, que é à morte.

25 Mas vós andais dizendo: ‘A conduta  do Senhor não é correta’.

Ouvi, vós da casa de Israel: É a minha conduta que não é correta, ou   antes é a vossa conduta que não é correta? 26Quando um justo se desvia da justiça, pratica o mal e morre, é por causa do mal praticado que ele morre.

Pois aí no verso 27, está o remédio bom ao que pratica o direito e a justiça, certamente, é o que dá nova vida, com esperança, veja:

27 Quando um ímpio se arrepende da maldade que praticou e observa o direito e a justiça, conserva a própria vida. 28Arrependendo-se de todos os seus pecados, com certeza viverá; não morrerá”.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.  

No entanto, o Evangelho que nos apresenta a Liturgia, está salutar, e consontae às exigências Cristãs daqueles que estão no caminho do bem. É necessário saber, que que nem um centavo que são apropridado do alheio, não deixará de pagá-lo, pois aquele que diz não pagar é hipócrita. Pois todo o mal há retribuição.

Evangelho (São Mateus 5:20-26)

— Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!

— Lançai para bem longe toda a vossa iniquidade! Criai em vós um novo espírito e um novo coração! (Ezequiel 18:31)

— “PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

20 “Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não  entrareis no Reino dos Céus.

21 Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’.

22 Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão: ‘Patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de ‘tolo’ será condenado ao fogo do inferno.

23 Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti,

24 deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta.

25 Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26Em verdade eu te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.     

4 – Dito isto, que tomemos consciência da lição contida na palavra do Mestre, porque é à justiça que nos salva, mas devemos agir com responsabilidade no cumprimento da lei nº 13.146, de 6 de julho de 2.015, e de vez aprendamos:

“20 “Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não  entrareis no Reino dos Céus”. (São Mateus 5:20).

Logo com a prática da justiça e do direito, que tenhamos vida digna, e realizada sem mácula, e se deixa a todos e à todas um cordial abraço, com graça.

Crciúma (SC), 3 de março de 2.023.

 

Gilson Gomes

Advogado e Filosofia

OAB/SC nº 003978.

 



[1]  Collins, Mabel, Luz no Caminho, pp. 41.42, EDITORA Teosófica, Brasíla DF, 1.999.

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