APRENDER SEMPRE, E SABER QUE O BEM E O AMOR, COM FRATERNIDADE ESTÃO NA UNIVERSALIDADE E  DIFUSOS, CREIA.

“7 -  Traze-me, pois, sem cessar em   teu coração e age com valor,  na certeza que  também tu me alcançarás,  se de mente e alma permaneceres firmado em mim”.  [1]

Krishna

 

“Caiam por terra, pois, os argumentos dos estóicos, que negam que sobre o sábio recaia a perturbação de alma; esses, como  sem dúvida,  assim como tomam a vaidade por verdade, do mesmo modo consideram o torpor sanidade. Perturbe-se, pois, de p leno direito a alma do Cristão, não pela miséria, mas pela misericórdia. Além disso, Jesus, com a expressão: Um de vós me entregará, inclui Judas entre os apóstolos (“um de vós”) por fazer parte do grupo, não por ser do mesmo valor que os outros; por ser um deles em aparência, não na virtude”.  [2]

Santo Agostinho.

 

1 – INTRODUÇÃO:

Evidente, que o contexto de existência no presente, está focada no ter e não no ser, significa que que nos inserimos no mundo planeta, baseado no poder e dinheiro, no prazer de desfilar e aparentar, sem mostrar à virtude, eis que nos ensina Krishna: “Se de mente e alma permaneceres firmado em mim”.

Não há dúvida, que Santo Agostinho se refere  ao fato descrito em João,  e Mateus, ao argumentar: “21 Em verdade vos digo: Um de vós há de me trair” (São Mateus 26:21). Logo, Judas, convivia com o Mestre de aparência, sem observar à palavra do mestre, expressa sempre na virtude.

Igualmente, refere-se à corrente filosófica dos Estoicos, ao alucidar: “pois, os argumentos dos estóicos, que negam que sobre o sábio recaia a perturbação de alma”. Pois entre os Estóicos existiram   pensadores notáveis, Marco Túlio Cícero, e o último, Marco Aurélio. Neste caso, cuida-se de corrente e doutrina filosófica saudável e agregadora.

Com certeza, o bem Cristão, aplicada na justiça e  santidade (Efésios 4:24).

Eis o crescimento e desenvolvimento humano  deve ser operado pelo conhecimento e consciência da aplicação de prríncipio, derivados da educação e consciência no primado da razoabilidade.

2 – Atualmente, como seria o estoico no império do ter e do egoísmo:

Está evidente, que a convivência com os homens do tempo presente, que se pauta, apenas, em aparências, sobrevivem à se vangloriar sobre od demais, pela vaidade de ostentar bens, especialmente, o carro novo, esnobação com novas roupas e destruir o patrimônio nas festas, derivadas da ideologia, pela  presença sempre, de seus objetos de estimação, pelo fato de agir cada vez que puder esbanjar à conta bancaria, e hipotecar seu bem, por efeito, retirar do sustento de suas crianças o pão de cada dia, e com esposa a trata ordinariamente como filial, já que à matriz está como dividendo, praticamente, o que fez o filho pródigo, como está em notícia no Evangelho de São Lucas 15:1-32.

Na verdade, o estoicismo   como descreve  André Conte-Sponville ao  elucidar:

“Escola filosófica da antiguidade, fundada por  Zenão de CÍcio, renovada por Crisipo, prolongada por Sêneca, Epícreto e Marco Aurélio. Seu nome vem do lugar em que Zenão ensinava (um Pórtico: Stoa). Ou seja, o fundador não deu seu nome à escola: Os estoicos pretendiam ser, antes de mais nada, discípulos de Sócrates e dos Cínicos, cujo ensino sistematizavam. Platão via em Diógemes um “Sócrates que ficou louco”, Zenão seria, ao contrário, um Diógenes que ficou sensato.

O estoicismo é um materialismo voluntário e voluntarista: Não reconhece a existência senão dos corpos e não dá valor senão às vontades. Tudo o que não depende de nós é moralmente indiferente; só o que depende de nós pode ser bem ou mal. Portanto, somente a virtude vale absolutamente, e é ela, e não o prazer, que faz a felicidade. O moralismo dos estoicos é, assim, o oposto do hedonismo epicurista: ela julga, ela comanda, ela governa tanto o sábio como o mundo. É porque ela é Deus, o que há de divino em tudo. Daí essa piedade estoica, que é um fatalismo, mas libertador, que é um panteísmo, mas de propósito humanista. Tudo é racional; cabe a nós nos tornar razoáveis. Tudo é justo; cabe a nós agir com justiça. É também um cosmopolitismo. “A razão que faz de nós seres razoáveis, nos é comum”, escrevia MMarco Aurélio: “é ela que ordena o que deve ser feito ou não; por conseguinte, a lei também é comum;  se assim é, somos concidadãos: viv emos juntos sob um mesmo governo, o mundo é como uma cidade; pois a outro governo comum poder-se-ia dizer que todo o governo humano está submetido?”  (pensamentos para mim mesmo, IV, 4). É, enfim, um atualismo: “somente o presente existe”, dizia Crisipo, e ele basta a salvação. Portanto não há nada a esperar:  trata-se de querer, no caso de tudo o que depende de nós, e de suportar, no caso de tudo o que não depende. Escola de coragem, de lucidez, de serenenidade. Por isso chama-se estoicismo, num sentido ampliado, tudo, tudo o que parece coincidir com tal  atitude. É que podemos ser estoicos (agir estoicamente) sem sermos estoicos (seguidores do estoicismo). Para fazer o que se deve fazer ou suportar o que advém, não é nessário crer em nenhuma providência, nem mesmo em nenhum sistema. Marco Aurélio reconheceu isso: “Se Deus existe, tudo vai bem; se as coisas vão ao acaso, não te deixes ir também ao acaso” (IX, 28).

Estoico – adepto do estoicismo – o que nunca bastou para  ser estoico no proceder”. [3]

No entanto, se verifica que o estoicismo está na Filosofia, mas, de cada qual austeridade e desapego, não quer dizer, que seja desperdiçador e esbanjador de bens e serviços, para obter vantagem pessoal ou de terceiro. Compreenda-se que o estoicista é ser já evoluído e em desenvolvimento em plenitude, pois, age e pensa universalmente, e difusamente, por isso, existem seres comprometidos com os necessitados, sendo aliados em causas dignas, solidários, e humanamente sóbrios e lúcidos. Logo em regra, são homens e mulheres de reflexão – sensatos na forma de Zenão de Cício, e habilitados  às honras da virtude.

Na verdade, é o que nos ensina Santo Agostinho – Filosófo da Patrística, ao delinear à expressão de Jesus sobre quem o trairia entre os doze, desta forma:

“21 Durante a ceia, disse: Em verdade vos digo: um de  vós me há de trair” (São Mateus 26:21). Reitera-se, que em São João, também, existe esta expressão.

Contudo,  observe como agiu o Filho Pródigo, conforme está na Parábola explicitada por Jesus, como se enxerga no Evangelho: Lucas 15,1-3.11-32.

Salve, ó Cristo, imagem do Pai, / a plena verdade nos comunicai!

Vou voltar e encontrar o meu pai e direi: / Meu pai, eu pequei contra o céu e contra ti (Lc 15,18). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 1 os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar.

2 Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”.

3 Então, Jesus contou-lhes esta parábola:

 11 “Um homem tinha dois filhos. 12O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles.

13 Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada.

14 Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região e ele começou a passar necessidade. 15Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos.

16 O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isso lhe davam.

17 Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome.

18 Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti;

19 já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’.

20 Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos.

 21 O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’.

22 Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés.

23 Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete.

24 Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa.

25 O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança.

26 Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo.

27 O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’.

28 Mas ele ficou com raiva e não que ria entrar. O pai, saindo, insistia com ele.

29 Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos.

30 Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’.

31 Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu.

32 Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado'”.

– Palavra da salvação.

Logo nosso dever de Cristãos, está em nos comprometer em agir com mãos, coração e alma limpos, e não agir como o Filho Pródigo, e só se conscientizar de que, o Pai é de bem, então decide voltar à casa do Pai, de onde saiu para delapidar à parte de bens que o pai generosamente o dera.

Por isto, devemos abolir do nosso coaração à mancha do pecado mortal, como violência, e crueldade, e desapidar patrimônio em fests, como também, agirmos om probidade e retidão em favor dos vulneráveis e deficientes, como dispõe à  Lei de inclusão, r assegura no  Parágrafo único, do Art. 5º, da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2.015, e o disposto no §3º, e caput, do art. 5ª, da CF/88, também, o CÓDIGO PENAL BRASILEIRO,  e o Código Civil, em vigor.

3 – Dito isto, que sigamos o bem exemplo, e paratiquemos sempre boa ação, e trabalhemos na abolição do pecado da violência e da crueldade, porque devemos caminhar na retidão e na fraternidade, com isto, desejasse um  bom dia, e deixa-se um cordial e fraternal abraço a todo e à todas.

Criciúma (SC), 11 de março de 2.023.

 

Gilson Gomes

Advogado e Filosofia.

OAB/SC nº 003978.

 

4 - Bibliografia

1)    Krishna, BHAGAVAD GITA,   Capítulo 8, p. 79,  Editora Martin Claret, 4ª reimpressão 2.015;

2)   DE Aquino, Santo Tomás,  CATENA ÁUREA, VOL. 4, EVANGEDLHO DE SÃO JOÃO, p. 399, Editora Ecclesiae,  1ª edição, junho de 2,021;

3)  Conte-Sponville, André,  DICIONÁRIO FILOSÓFICO,  pp. 214.215,  Editora Martins Fontes,  SP - 2.003.



[1]   Krishna, BHAGAVAD GITA,   Capítulo 8, p. 79,  Editora Martin Claret, 4ª reimpressão 2.015.

[2]  DE Aquino, Santo Tomás,  CATENA ÁUREA, VOL. 4 EVANGEDLHO DE SÃO JOÃO, p. 399, Editora Ecclesiae,  1ª edição, junho de 2,021.

[3] Conte-Sponville, André,  DICIONÁRIO FILOSÓFICO,  pp. 214.215,  Editora Martins Fontes,  SP 2.003.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O VALOR _A VIDA DOS EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS Na existênxia de cada ser humano realizar Retiro Espiritual, cujo fundamento se encontra nos EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS DE SANTO INÁCIO DE LOYOLA quer dizer um avanço na vida diária e fundamentos do conhecimento do ser, pela fé e oração. Ora, todo ser humano necessita crescer na vida espiritual, também, para estar como bom devoto de Nossa Senhora precisa meditar todas às semanas do exercício, como à Parábola do Semeador e a Ressurreição de Lázaro, e possuir identidade com a postura das irmãs de Lázaro. Logo, realizar e aplicar à vida diária os Exercícios Espirituais é de suma importância, porque dá sentido à vida, e faz o homem melhor, e cidadão do céu, eis aí o que leciona os Exercícios Espiritais: “7 – 1 Sétima. Se o que dá os exercícios vê que o que os recebe está desolado e tentado, não se mostre com ele duro nem desabrido, mas brando e suave. 2 dando-lhe ânimo e forças para ir adiante, descobrindo-lhe as astúcias do inimigo da natureza humana, e fazendo-o preparar e dispor para a consolação que há-de vir.” Que assim seja!