“NÃO TE LANCES JAMIS EM VÁRIOS EMPREENDIMENTOS AO MESMO TEMPO: NÃO IRÃO TE ADMIRAR AO TE VEREM DISPERSO. É PREFERÍVEL SER BEM-SUCEDIDO NUM SÓ, MAS QUE IMPRESSIONE. FALO POR EXPERIÊNCIA”.  [1]

E, como é a política em pensamento, à Grega, na época dos trinta e seis Tiranos:

“Toda Cidade – “Cidade” no sentido da pólis grega: Cidade – Estado, Estado – é um tipo de associação,   e toda associação é estabelecida tendo em vista algum bem (pois os homens sempre agem visando algo que consideram Ser um bem); por conseguinte, a sociedade política [pólis], a mais alta dentre todas as associações, a que abarca todas as outras, tem em vista a maior vantagem possível, o bem mais alto entre todos.

Estão enganados aqueles que pensam – Cf. Platão, 258  E-259 d, (N. do T.) – que o governo político  [politikón] – Isto é, o governo exercido por um magistrado. (N. do T.), de um rei   [basilikón], o doméstico ou do chefe de família [oikonomikón] – O exercício pelo chefe de família. (N. do T.) -,  e o despótico [despotikón] – O governo do senhor para com o escravo. (N. do T.) – seja uma só e mesma coisa, diferindo apenas quanto ao número de súditos, não vendo que são modos diversos de autoridade.  Eles pensam que, se aqule que governa tem poucos súditos, trarta-se de um Senhor, se tem um pouco mais, é um chefe de família, e se tem um número mais elevado é um rei ou um magistrado; como se não houvesse a menor distinção entre uma grande família e uma pequena cidade.  A diferença entre o gocerno de um rei e o governo político [o exercício por um magistrado], de acordo com eles, consistiria no seguinte:  Quando um homem governa  sozinho e  seu cargo é vitalício  [não se alterna no poder]  trata-se do governo de um rei;  e quando um homem é governante e governado, de modo alternado, por  causa da Constituição, o governo é político.

Mas tudo isso, é um engano, pois os governos se diferem em espécie, como fica evidente a qualquer um que considere o assunto  segundo o método que nos tem guiado até aqui. Na política, assim como   em qualquer ramo da ciência, para conhecer as coisas compostas temos de as decompor [syntheton] até chegarmos aos elementos mais simples. Desta forma, ao considerar os elementos dos quais a cidade é composta, veremos melhor em que diferem entre si, e se é possível chegar alguma conclusão  científica e prática acerca desses objetos dos quais acabamos de referir”.  [2]

1 – INTRODUÇÃO, e considerações Preliminares:,

Evidente, que no dia de ontem, 8 de março do ano corrente, reuniu-se na ACIC à ACADEMIA CRICIUMENSE DE FILOSOFIA,  que à temática do ano em curso, está relacionada com conteúdo de POLÍTICA, em cada reunião de cada mês do ano em curso, abordar-seá conteúdo sobre o praticado em política.

E seguimos com este conteúdo, fundamental à convivência social e humana.

Não há dúvida, que buscamos à Verdade, pois ela é caminho seguro vinda do conhecimento da Luz, sempre, nos traz, e no entanto, vislumbra-se:

“Santo   Agostinho. Isto é, enquanto tendes a posse de alguma verdade, crede na  verdade, para que renasçais por ela.      Segue:  Para que  sejais filhos da Luz”.  [3]

Pois se possui conhecimento tanto por meio da percepção, quanto da intuição emanada  pelos  planos superiores, concebida pelo EU SUPERIOR.

Ora, em política ´são necessários valores  expressos em usos e costumes, normatizado pela Ética, que nos são outorgados pela via da empiria – experiência – paradigmas substanciais e potenciais, pela ação do coração, como premissas e princípios  interiores, conceituados pelo SER como – Essência.

Logo está em substância como Ser, e potência como vibração da energia  realizadora do Ser, irradiada pela bondade do coração – manso e humilde -, deduz-se do âmago – de dentro para fora -, objetivamente, é à essência.

Deseja-se mostrar que à existência humana, tanto à virtude Cristã, no seu exercício cotidiano, aplicado no bem comum e gral, quanto no exercício da Vida Pública – Política – exige de cada qual,  exemplo de virtude, despir-se do maléfico do ego. Ademais pensar sempre, cada eleitor está  como destinatário da boa ação, que realiza o acúmulo de tesouro nos céus, como  exprime ao Jovem rico, Jesus de Nazaré:

“21  Respondeu Jesus: “Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá-os aos pobres e terá um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me!” (São Mateus 19:21).

Eis, aí o segredo do caminho de êxito,  cujo discurso  filosófico está com a verdade.

2 –  COMO JUSTIFICARMOS O SER:

Evidente, que caminhamos desde o período colonial, com à morte do Alferes na forca, pelo Decreto da Rainha de Portugal, mãe de Dom João VIº, pela dilatação caluniosa ofertada à Rainha contra o Alferes, em troca do perdão de sua dívida com à Coroa Portuguesa. Pois, à Rainha acolhe às acusações de Joaquim Silvério dos Reis, e lhe concede o perdão da dívida, que redundou na morte do Alferes, e à existência da reação popular contra o imposto que apelidaram como: “Qunto dos infernos.” E a modalidade de sonegação fiscal, operada naquela época, é conhecida como: “Santo do pau eco”.

Pois no  S.T.F, há memória ao Ministro Nelson Hngria, e veja o Ministro disse:

“Muitas vezes, com a minha fácil e irreprimível exaltação, fui

Provocador  de acalorados debates, em que todos nos empenhávamos, imprimindo ondulações na superfície de nosso até então invariável ‘manso lago azul’. Não me arrependo de tê-lo feito. Tenho aversão às águas estagnadas, que só servem para emitir eflúvios malignos ou causar

emanações  mefíticas.”

Nelson Hungria, 14 de abril de 1961.

Veja, o que mais nos diz nosso grande pensador do Direito Nacional, sobre o crime, e nos dá belo conhecimento, daquilo que nos diz:

“Mais uma polegada, e o crime seria uma espécie de contrato por adesão: o delinquente  aceita a ‘obrigação de sofrer a pena’ para ter o ‘direito’ à ação criminosa”.

Nelson Hungria

Não tenha dúvida, a noção que nos dá sobre o crime, é  indubitável, aquilo que desejamos ouvir dos Mestres, e com esse conteúdo, seguimos nosso estudo, como se vê:

“7 O crime é, antes de tudo, um fato, entendendo-se por tal não só a expressão da vontade mediante ação (voluntário movimento corpóreo) ou omissão (voluntária abstenção de movimento corpóreo), como também o resultado (effectus sceleris), isto é, a consequente lesão ou periclitação de um bem ou interesse jurídico penalmente tutelado”.

Nelson Hungria

Pois em Política, deve-se ficar com a lição razoável que nos dá o Mestre sobre praticar o mal, e depois ao partir  e morar no arder do fogo, que deixar a boca seca, e irá pedir ao pobre Lázaro, que está no reino, em estado de felicidade, como está no  Evangelho (Lc 16,19-31), como  se verifica a seguir:

 PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus:

“19 Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias.

20 Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico.

21 Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas.

22 Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado.

23 Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado.

24 Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’.

25 Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te de que recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado.

26 E, além disso, há grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’.

27 O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai,

28 porque eu tenho cinco irmãos. Manda  preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’.

29 Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os profetas, que os escutem!’

30 O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’.

31 Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos  mortos”’.

Na verdade, não se pode transformar nosso dia a dia, pela cobiça, e a corrupção, como também disse Nelson Hungria, que dá ao emaranhado do poder e do dinheiro, chama-a de: “Teia de aracne” e, Jesus de Nazaré, chama de arder no fogo do inferno, vomo aponta no Evangelho acima, ao rico, que se nega em dar ao pobre Lázaro o prato de alimento, e política se pode Aprender com Aristóteles, que escreve o Livro, para fazer crítica cient´fica à prática dos  trinta e seis tiranos, da época.

3 – Dito isto, nossa  existência está para aprendermos à lição que nos dá os grandes pensadores, como Aristóteles, pois cada dia se aprende um pouco;

Que deixemos à cada qual dos seres emm fraternidade, nosso terno e cordial abraço, que todo dia seja mais caminho de evolução na conquista espiritual e testemunho da palavra, pela fé e obra, que todos e todas sejam felizes e realizados, com a graça de Deus;

Nosso apreço, com louvor à escolha do estudo de Política,  no ano corrente  de 2.023 pela ACADEMIA CRICIUMENSE DE FILOSOFIA – ACF.

Criciúma (SC), 9 de março de NO A2.023.

 

Gilson Gomes

Advogado e Filosofia.

OAB/SC nº 003978.

 

 



[1]   Mazarin, Cardeall,  BREVIÁRIO DOS POLÍTICOS,  p. 72,  Editora 34, 1.997.

[2]  Aristóteles, POLÍTICA – Livro I, Capítulo I, pp. 53.54, Editora Martin Claret Ltda, primavera de 2.007.

[3]    De Aquino, Santo Tomás, CATENA ÁUREA VOL. 4 Evangelho de São João, p. 381,,  Ecclesiaee, 1º edição, junho de 2.021.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O VALOR _A VIDA DOS EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS Na existênxia de cada ser humano realizar Retiro Espiritual, cujo fundamento se encontra nos EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS DE SANTO INÁCIO DE LOYOLA quer dizer um avanço na vida diária e fundamentos do conhecimento do ser, pela fé e oração. Ora, todo ser humano necessita crescer na vida espiritual, também, para estar como bom devoto de Nossa Senhora precisa meditar todas às semanas do exercício, como à Parábola do Semeador e a Ressurreição de Lázaro, e possuir identidade com a postura das irmãs de Lázaro. Logo, realizar e aplicar à vida diária os Exercícios Espirituais é de suma importância, porque dá sentido à vida, e faz o homem melhor, e cidadão do céu, eis aí o que leciona os Exercícios Espiritais: “7 – 1 Sétima. Se o que dá os exercícios vê que o que os recebe está desolado e tentado, não se mostre com ele duro nem desabrido, mas brando e suave. 2 dando-lhe ânimo e forças para ir adiante, descobrindo-lhe as astúcias do inimigo da natureza humana, e fazendo-o preparar e dispor para a consolação que há-de vir.” Que assim seja!