O CAMINHO DA IMITAÇÃO E EXEMPLO DE CRISTO.
“Assim diz o Sábio:
136. Por que queres abster-te da
ação? Não é assim que a tua alma conquistará a sua libertação. Para alcançar o Nirvãna é preciso chegar ao
autoconhecimento, e o autoconhecimento é filho de ações amorosas.
137. Tem paciência, candidato, como
quem não teme fracasso, nem corteja o
êxito. Fixa o olhar da tua Alma na estrela cujo raio és 74 (74 De acordo com o
ensinamento esotérico, cada ego espiritual e um raio do Espírito planetário),
a estrela chamejante que brilha nas escuras profundidades do ser permanente, nos
limitados campos do desconhecido.
138. Tem perseverança, como aquele
que tem de resistir eternamente. As tuas sombras vivem e desaparecem 75 (75 As
personalidades, ou campos físicos, chamam-se sombras, por serem evanescentes),
aquilo que em ti viverá para sempre,
aquilo qu em ti conhece (porque é conhecimento) não de vida transitória:
é o homem que foi, que é e será, para quem a hora nunca soará.
139. Se queres colher suave paz e descanso, ó Discípulo, planta as
sementes do mérito nos campos das colheitas futuras. Aceita as dores do
nascimento”.[1]
Versão em Português de Fernando
Pessoa.
Eis o conselho àquele que exerce
cargo público:
“Atribui teus êxitos e teus
sucessos à outrem. Por exemplo, a uma
pessoa experiente que te ajudou com sua previdência e seus conselhos prudentes”.
[2]
Cardeal Mazarin.
1 – INTRODUÇÃO:
É verossímil, estamos em dia de
Domingo, de março, período da tradição Cristã, que se celebra à ressurreição, à
lembrança da palavra viva, e à fração do
pão – eucarístia -, desde o 1º século, ainda na Cristandade â comunidade reunia-se em Catacumbas, que floresce
vigorosamente, mesmo com existência de
perseguições e martírios de cruz ou na fogueira daqueles que confessavam sua fé
no Senhor Jesus Cristo, e testemunhavam pelo exemplo incontestável em justiça e
santidade, à palavra transmitida pela Boa Nova, descrita pelos Evangelistas São
Mateus, São Marcos, São Lucas e São João.
Certamente, recorda-se o
ensinamento como expressa bem, a seguir:
“Bem-aventurado, ó
Pedro, porque não sabias: O senhor prometeu que haverias de sabe-lo
depois.
Santo Agostinho.
Deve-se examinar se é
necessário que alguém que queira observar a perfeição a disciplina de Jesus
cumpra, como preceito devido, a lavagem dos pés materiais e sensíveis, por
causa do que diz aqui: Deveis lavar os pés uns dos outros. Mas esse costume é
inexistente, ou muito raro.
Orígenes. (p. 395)
Pois compreender,
todos compreendem; praticar, porém, nem
todos. . Em seguida, Nosso Senhor repreende o traidor não às claras, mas nas entrelinhas, dizendo: Não falo de todos vós.
São João Crisóstomo.
(p. 399)
Tão piedosa era neles
a caridade por seu Mestre que, entretanto, a fraqueza humana os levava a
desconfiar uns dos outros.
Santo Agostinho. (p.
399)
Enquanto Judas era
parte do colégio dos apóstolos, o diabo não ousava assalta-lo, apenas o instigava desde fora; depois, porém, que
Jesus expôs e expulsou do meio deles, então o Diabo com toda liberdade
lançou-se em seu coração.
São João Crisóstomo.
(p. 401)
Nosso Senhor não
ordena o crime, mas o prediz, não tanto para condenar o discípulo infiel quanto
para apressar a salvação dos fiéis”. [3]
Santo Agostinho. (p.
402)
Certamente, à dedução dos
filósofos da Patrística, está de extrema utilidade, e benefício aos que crêem
na palavra expressa pelos Evangelistas Mateus, Marcos, Lucas, e o formidável
João, que nos dá seu Evangelho com notável teor filosófico, pelo fato de ter
escrito na cidade de Heráclito de Egéso,
que descrê com saber à dialética, à definição do Logos – Verbo – e Razão,
pois é dalí que João nos dá o conceito ímpar do Verbo de Deus, que se fez
carne, e habitou entre nós (João 1:1-2-3-4-5-13-14).
João possui credibilidade
filosófica, em face de ter sido testemunha viva, autorizada pelo Conselho e o
Governador Pilatos, à testemunhar o Processo criminal e acusatório, que Jesus é
exposto, flagelado, coroado com espinhos, cuspido no rosto, e humilhado, pelos algozes, que se ajoelharam
na sua frente, e dizem: Salve o rei dos Judeus! Igualmente, enxerga Jesus carregar
no ombro à cruz até o Calvário.
Logo, João está como à magistral e lúcida testemunha da
morte do Filho de Deus, feito homem em Maria, que pelo seu sim, possibilita à
humanidade à unidade filial com o Pai eterno, isto está em São Lucas 1:28-38.
Logo, São João Evangelista, nos
conduz pela premissa maior do silogismo, que está em vencer à morte, pela
paixão e morte, com à ressurreição (São Marcos 16:1-2-3-4-5-6-7), concluiu-se o
raciocínio com a verdade de que, em Jesus Cristo, em colher às primícias, não
mais passará pela morte do corpo, por estar revestido do novo homem, imagem de
Deus, estabelecida pelo filho de Deus ter nascido da Mãe Maria, e homem, em
justiça e santidade, por meio da graça do Senhor (Efésios 4:23-24; 1Coríntios
15:20-22).
Contudo, não há dúvida, que em João, temos à leal
transferência a todos nós, do efetivo acontecimento na vida pública do Senhor
Jesus, como anota no momento em que
Jesus no alto da cruz, enxrrga sua Mãe ao lado do discípulo amado e, disse:
Mulher eis aí teu filho. E, olha ao
discípulo e, disse: Eis aí sua mãe. (João 19:26-27).
Logo, está nesse dispositivo, à
anotação, que Jesus com o procedimento, transforma sua mãe em mãe da
humanidade, po isso, temos bele e notável intercessora às causas justas da
humanidade.
Em seu magnificat, que está em São
Lucas 1:49-56, mostra sua nobreza, e dignidade, e acolhe à vontade do Pai
eterno, pelo Espírito Santo, com devoção e humildade. Evidente, que é à Jovem
anunciada pelo Arcanjo, é o Ser mais bela e santa
da época. Eis aí, o exemplo de Mulher notável e venerável à humanidade.
2 – OS FUNDAMENTOS DA IMITAÇAO DE
CRISTO, E POR QUE ACREDITAMOS NA REDENÇÃO?
Evidente, que toda boa ação existe
causa, que produz efeito, com certeza,
todo ser de bem, já no caminho e no degrau da justiça e santidade, sempre
constrói seu tesouro no céus, pela sua generosidade, e o desapego aos bens
materiais, já que, o egoísmo, é patrão do apego à matéria, por isto, sua maior
mácula e entrave à perfeição estão no: Poder e dinheiro, daí se deduz o
descumprimento daquilo que está posto no dito ao Jovem rico em São Mateus 19:21.
Logo para compreendermos o
conteúdo daquilo que deve ser feito
conforme à Imitação de Cristo – O desprezo de mundo e de suas vaidades:
“Quem me segue não
caminha em trevas (cf. João 8:12), diz o Senhor. Essas são palavras de Cristo,
com as quais somos admoestados a imitar Sua vida e Seus costumes se queremos
ser de verdade iluminados e libertados
de toda a cegueira de coração (cf. Marcos 3:5; Efésios 4:18). Esteja, portanto, nosso maior empenho em
meditar a vida de Jesus. Sua doutrina excede a de todos os santos; quem tiver espírito (cf. Romanos 8: –
inteligência -, aí encontrará um maná escondido
(cf. Apocalipse 2:17).
Mas ocorre que muitos,
a partir de uma frequente escuta do
Evangelho, sentem um desejo pequeno, porque não têm o espírito de Cristo (cf.
Romanos 8:9). Convém, por outro lado. Que quem quer entender as palavras de
Cristo de um modo pleno e saboroso se empenhe em conformar a Ele toda a sua
vida. De que te serve discutir coisas profundas acerca da Trindade se carece de
humildade e, por isso, à Trindade
desagradas? Palavras profundas, na
verdade, não fazem o santo e justo, mas
uma vida virtuosa torna alguém caro a Deus.
Desejo eu sentir a
compunção mais do que saber a sua definição.
Se conhecesse toda a Bíblia e os ditos de todos os filósofos, de que te
serviria tudo isso sem a caridade (cf, 1Coríntios 12:31-13:13) e a graça?
Vaidade das vaidades e tudo é vaidade, à
exceção de amar a Deus e só a Ele servir
(Ecl 1:2; cf, Deuteronômio 6:13).
Esta é a sabedoria suprema: pelo desprezo do
mundo, tender aos reinos celestes.
Vaidade é, pois, buscar riquezas perecedouras e nela
esperar (cf. Ecl 5:9). Vaidade também é ambicionar honrarias e elevar-se para o
alto. Vaidade é seguir os desejos da
carne (cf. Gálatas 5:16) e desejar aquilo que por cuja causa cumpre ser governante punido mais tarde.
Vaidade é desejar vida longa e preocupar-se pouco com uma vida boa. Vaidade é
dar atenção apenas a vida presente e não prever o que há de vir. Vaidade é amar o que toda celeridade passa e
não apressar-se em chegar lá, onde
aparece o gozo sempiterno
Recorda-te frequentemente
daquele provérbio, segundo o qual não se
sacia o olho com a visão, nem o ouvido se farta com a audição (cf, Ecl 1:8). Pois o que seguem a própria sensualidade mancham a consciência e perdem a graça de Deus”. [4]
Certamente, essa obra possui vasto
meio de crescimento espiritual e moral,
dá-nos os meios para alavancar melhor noção de existência, inclusive, à
respeitabilidade e dignidade humana, o
que observar-se-á na Liturgia do domingo, no Evangelho: João 4,5-42 ou 5-15.19-26.39-42.
Glória e louvor a vós, ó Cristo.
Proclamação do
Evangelho de Jesus Cristo segundo João:
“Naquele tempo, 5 Jesus chegou a uma cidade da
Samaria chamada Sicar, perto do terreno que Jacó tinha dado ao seu filho José.
6 Era aí que ficava o
poço de Jacó. Cansado da viagem, Jesus sentou-se junto ao poço. Era por volta
do meio-dia.
7 Chegou uma mulher da
Samaria para tirar água. Jesus lhe disse: “Dá-me de beber”.
8 Os discípulos tinham
ido à cidade para comprar alimentos.
9 A mulher samaritana
disse então a Jesus: “Como é que tu, sendo judeu, pedes de beber a mim, que sou
uma mulher samaritana?” De fato, os judeus não se dão com os samaritanos.
10 Respondeu-lhe
Jesus: “Se tu conhecesses o dom de Deus e quem é que te pede: ‘Dá-me de beber’,
tu mesma lhe pedirias a ele, e ele te daria água viva”.
11 A mulher disse a
Jesus: “Senhor, nem sequer tens balde e o poço é fundo. De onde vais tirar a
água viva?
12 Por acaso, és maior
que nosso pai Jacó, que nos deu o poço e que dele bebeu, como também seus
filhos e seus animais?” 13Respondeu Jesus: “Todo aquele que bebe desta água
terá sede de novo.
14 Mas quem beber da
água que eu lhe darei, esse nunca mais terá sede. E a água que eu lhe der se
tornará nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna”.
15 A mulher disse a
Jesus: “Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede nem tenha de
vir aqui para tirá-la”.] 16Disse-lhe Jesus: “Vai chamar teu marido e volta
aqui”.
17 A mulher respondeu:
“Eu não tenho marido”. Jesus disse: “Disseste bem que não tens marido,
18 pois tiveste cinco
maridos e o que tens agora não é o teu marido. Nisso falaste a verdade”.
19 A mulher disse a
Jesus: [“Senhor, vejo que és um profeta!
20 Os nossos pais
adoraram neste monte, mas vós dizeis que em Jerusalém é que se deve adorar”.
21 Disse-lhe Jesus: “Acredita-me, mulher, está
chegando a hora em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.
22 Vós adorais o que
não conheceis. Nós adoramos o que conhece mos, pois a salvação vem dos judeus.
23 Mas está chegando a
hora, e é agora, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e
verdade. De fato, esses são os adoradores que o Pai procura. 24Deus é espírito,
e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade”.
25 A mulher disse a Jesus: “Sei que o Messias
(que se chama Cristo) vai chegar. Quando ele vier, vai nos fazer conhecer todas
as coisas”.
26 Disse-lhe Jesus:
“Sou eu, que estou falando contigo”.]
27 Nesse momento,
chegaram os discípulos e ficaram admirados de ver Jesus falando com a mulher.
Mas ninguém perguntou: “Que desejas?” ou “Por que falas com ela?” 28Então a
mulher deixou o seu cântaro e foi à cidade, dizendo ao povo:
29 “Vinde ver um homem
que me disse tudo o que eu fiz. Será que ele não é o Cristo?”
30 O povo saiu da
cidade e foi ao encontro de Jesus.
31 Enquanto isso, os
discípulos insistiam com Jesus, dizendo: “Mestre, come”.
32 Jesus, porém,
disse-lhes: “Eu tenho um alimento para comer que vós não conheceis”. 33Os
discípulos comentavam entre si: “Será que alguém trouxe alguma coisa para ele
comer?” 34Disse-lhes Jesus: “O meu alimento é fazer a vontade daquele que me
enviou e realizar a sua obra.
35 Não dizeis vós: ‘Ainda quatro meses, e aí
vem a colheita’? Pois eu vos digo, levantai os olhos e vede os campos: eles
estão dourados para a colheita!
36 O ceifeiro já está
recebendo o salário e recolhe fruto para a vida eterna. Assim, o que semeia se
alegra junto com o que colhe.
37 Pois é verdade o
provérbio que diz: ‘Um é o que semeia e outro o que colhe’. 38Eu vos enviei
para colher aquilo que não trabalhastes. Outros trabalharam, e vós entrastes no
trabalho deles”.
39 Muitos samaritanos
daquela cidade abraçaram a fé em Jesus, por causa da palavra da mulher que
testemunhava: “Ele me disse tudo o que eu fiz”. [40Por isso, os samaritanos
vieram ao encontro de Jesus e pediram que permanecesse com eles. Jesus
permaneceu aí dois dias.
41 E muitos outros
creram por causa da sua palavra.
42 E disseram à
mulher: “Já não cremos por causa das tuas palavras, pois nós mesmos ouvimos e
sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo”.
– Palavra da salvação.
Certamente, com o exemplo da
Sanartana, que fora buscar água no poço de Jacó, e Jesus a pede de beber, e disse
à ela: À água que lhe darei, você não
voltará a ter sede.
Que nossa boa ação, e bom exemplo
seja sempre no sentido de contribuir em abolir do nosso meio toda forma de
violência e discriminação contra os vulneráveis, e fragilizados pela limitação
por enfermidade ou cong\ênita, que cumpramos a Lei que está posta na proteção
desse povo, que atualmente, chegam a milhões no Brasil, então, que observemos os
princípios da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2.015.
3 – DITO ISTO, que todos os dias escolhamos imitar Cristo,
pela sua obediência e generosidade conosco, e que Jesus não encontr mais um Judas, para taí-lo
pela cobiça, inveja, e egoísmo, e
efetivamente, tenhamos às nossas mãos limpas, consciência justa, e coração
humilde e puro, que todo dia e hora, sejamos benção e graça do amor do Pai
eterno;
Com zelo e gratidão, deixa-se
nosso cordial abraço a todos e à todas,
com paz, amor e sabedoria, sempre pela
fraternidade.
Criciúma (SC), 12 de março de
2.023.
Gilson Gomes
Advogado e Filosofia.
OAB/SC nº 003978.
Bibliografia:
1) Blavatsky, Helena P, A VOZ DO SILÊNCIO – VERSÃO EM PORTUGUÊS DE
FERNANDO PESSOA, pp 153.154, 3ª edição,
Editora Teosófica – DF – 2.018;
2) Mazarin, Cardeal, BREVIÁRIO DOS POLÍTICOS, p. 100,
Editora 34, 3ª reimpressão 2.007;
3) De Aquino, Santo Tomás, CATENA ÁUREA Vol. 4 – EVANGELHO DE SÃO
JOÃO, pp. 395. 399. 401. 402, Editora Ecclesiae, 1ª edição – junho de 2.021;
4) De Kempis, Tomás IMITAÇÃO DE CRISTO, pp. 57. 58. 59, Editora Paulus, 2019.
Bibliografia:
1) Blavatsky, Helena P, A VOZ DO SILÊNCIO –
VERSÃO EM PORTUGUÊS DE FERNANDO PESSOA,
pp 153.154, 3ª edição, Editora Teosófica – DF – 2.018;
2) Mazarin, Cardeal, BREVIÁRIO DOS
POLÍTICOS, p. 100, Editora 34, 3ª reimpressão 2.007;
[1] Blavatsky, Helena P, A VOZ DO SILÊNCIO –
VERSÃO EM PORTUGUÊS DE FERNANDO PESSOA,
pp 153.154, 3ª edição, Editora Teosófica – DF – 2.018.
[2] Mazarin, Cardeal, BREVIÁRIO DOS
POLÍTICOS, p. 100, Editora 34, 3ª reimpressão 2.007.
[3] De
Aquino, Santo Tomás, CATENA ÁUREA
Vol. 4 – EVANGELHO DE SÃO JOÃO, pp. 395. 399. 401. 402, Editora Ecclesiae, 1ª edição – junho de 2.021
[4] De Kempis, Tomás IMITAÇÃO DE CRISTO, pp. 57. 58. 59, Editora Paulus, 2019.
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