O SENHOR ESCUTA MINHA SÚPLICA. Em todo lugar, quer na montanha, horto, vilas e nos templos lá está o Senhor Deus, que ouve nossas orações e atende nossos pedidos, porque somos Servo bom e fiel, que lhe ouve na Montanha. Pois o Senhor vê e sabe tudo, até nosso pensamento mais oculto, por isso, o Senhor é justo e bom, e cumpre o que prometeu. Então, o Senhor é Santo. Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens de boa vontade.


A TRAJETÓRIA HUMANA NO PLANETA ESTÁ CONSOLIDADA EM CÍCLOS, COMO PARTE DA UNIVERSAL, QUE CADA QUAL HÁ DE REALIZAR PARA ATINGIR EM PLENITUDE APTIDÃO JUNTO DO UNO – EU SOU – JUSTIÇA E SANTIDADE, POIS ASSIM, DISSE O SENHOR DEUS A MOISÉS, EM LEVÍTICO 25:8: 8. “Contarás sete semanas de anos, ou seja, sete vezes sete  anos, o que dará quarenta e nove anos.” O CICLO ESTÁ POSTO PELO MAU PROCEDER EM UM RODA, CONSTANTE, É VOLTA-SE PARA REALIZAR O QUE DEIXA DE FAZER PELA OMISSÃO OU IGNORÂNCIA.

1 – Não há  algo mais propício e salutar à humanidade, e ao indíviduo, singularmente, que ingressar em conhecimento e sabedoria antiga que dá-nos  ciência como à existência mínima no planeta terra, como meio de realizar lições, que saber o significado do ciclo de sete anos, vezes sete, que é igual ao resultado de quarenta e nove, como está expresso em Levítico 25:1-8-17, como está posto a seguir:

“!. O Senhor falou a Moisés no monte Sinai, dizendo:

8. “Contarás sete semanas de anos, ou seja, sete vezes sete  anos, o que dará quarenta e nove anos.

9.  Então faás soar a trombeta no décimo dia do sétimo mês. No dia da Expiação fareis fareis soar a trombeta por todo o país.

10. Declarareis Santo o  quinquagésimo ano  e proclamareis a libertação para todos ao habitantes do país: será para vós um Jubileu. Cada um de vós poderá retornar à sua propriedade e voltar para sua família.

11. O quinquagésimo ano será vós um ano de Jubileu:  não semeareis, nem colhereis o que a terra produz espontaneamente,  nem colherás as uvas da vinha não podada;

12 pois é um ano  de jubileu, sagrado para vós, mas podereis comer  o que produziram os campos não cultivados.

13. Nesse ano de Jubileu cada um poderá retornar à sua propriedade.

14.  Se venderes ao teu conterrâneo, ou dele comprares alguma coisa, que ninguém explore  o seu irmão;

15 de acordo com o número de anos decorridos após o Jubileu, o teu conterrâneo fixará para ti o preço de compra, e de acordo como os anos de colheita, ele fixará o preço de venda.

16. Quanto maior o número de anos que restarem após o Jubileu, tanto maior será o preço da terra; quanto menor o número de anos, tanto menor será o seu preço,  pois ele te vende de acordo com o número de colheitas.

17. Não vos leseis uns aos outros entre irmãos, mas tereis o vosso Deus. u sou o Senhor, Vosso Deus”. (cf. Levítico 25:1-8-17)

 

Percebe-se que os Ciclos da Existência Humana, sem esteve na busca do conhecimento, por derivar, preliminarmente, da base da Doutrina emanada por irradiação do Senhor, que se chama: Eu sou (Êxodo 3:14), então, constataremos nos estudos de:

William Q. Judge (1851-1896).

Nota Editorial:

O texto a seguir constitui o capítulo XIV da obra “O Oceano da Teosofia”, de William Judge [1], e tem um especial interesse para aqueles que buscam  compreender o momento atual da evolução humana,  quando nos diz a seguir:

“Os   Ciclos  – Capítulo XIV.

A doutrina dos Ciclos é uma das mais importantes de todo o sistema teosófico, embora seja a menos conhecida e, de todas, a menos frequentemente referida. Os investigadores ocidentais vêm suspeitando há alguns séculos que os eventos ocorrem em ciclos, e uns poucos escritores europeus têm lidado com o assunto, mas todos de modo muito incompleto. Essa visão fragmentária e essa falta de conhecimento preciso se devem à descrença nas coisas espirituais e ao desejo de examinar tudo a partir da ciência materialista. Não pretendo expor a lei dos ciclos inteira, pois ela não é dada em detalhes pelos Mestres de Sabedoria. Mas já foi divulgado o suficiente, e muitas coisas conhecidas durante longo tempo pelos Antigos se somam  para aumentar consideravelmente o nosso conhecimento.

Um ciclo é um círculo ou uma volta, como a derivação da palavra indica. As palavras correspondentes em sânscrito são Yuga, Kalpa e Manvântara, mas, destas, yuga é a que mais se aproxima de “ciclo”, pois, como conceito,  tem  duração menor do que os outros termos. O começo de um ciclo deve ser um momento que, adicionado a outros, completa um dia. Dias somados constituem meses, anos, décadas e séculos. O Ocidente raramente vai, além disso.  Ele reconhece o ciclo da lua e o grande ciclo sideral, mas olha para ambos e para os outros ciclos como meros períodos de tempo. Se formos considerá-los apenas como duração de tempo, eles não têm interesse, exceto para o estudo matemático ou para a astronomia. E é assim que os ciclos são considerados hoje pelos pensadores europeus e norte-americanos. Para eles, os ciclos existem mas não têm nenhuma grande influência sobre a vida humana, e seguramente não exercem influência alguma sobre a real repetição de acontecimentos, ou sobre o reaparecimento, no palco da vida, de pessoas que já viveram no mundo.

A teoria teosófica é claramente outra, como tem que ser, já que ela inclui a doutrina da reencarnação, que já recebeu uma boa dose de atenção nos capítulos anteriores. Os ciclos não só são considerados fatos concretos em relação ao tempo. Eles e outros períodos têm uma grande influência sobre a vida humana e a evolução do globo, incluindo todas as formas de vida nele existentes. Começando com o momento e prosseguindo ao longo de um dia, essa teoria transforma o ciclo em  um círculo abrangente, que inclui tudo o que está dentro dos seus limites. O momento é a base. A questão a ser examinada em relação ao grande ciclo é a seguinte: quando ocorreu o primeiro momento? Isso não pode ser respondido, mas pode-se dizer que a verdade sustentada pelos antigos teosofistas é que, nos primeiros momentos da solidificação desse globo, a massa de matéria envolvida no processo atingiu certo padrão definido de vibração,  que se manterá através de todas as variações em qualquer parte dele, até que chegue a hora da dissolução. [2]  São esses padrões de vibração que determinam os diferentes ciclos, e, ao contrário das ideias da ciência ocidental, a doutrina afirma que o sistema solar e o globo em que estamos chegarão ao fim quando a força por trás de toda a massa de matéria visível e invisível tiver alcançado o seu limite de duração sob a lei cíclica. Neste ponto a nossa doutrina é outra vez diferente tanto da visão religiosa como da visão científica. 

Não admitimos que o final da força seja devido à retirada por algum Deus da sua proteção, nem à súbita colocação em movimento por algum Deus de qualquer outra força contrária ao globo. Nós dizemos que a força que trabalha e determina o grande ciclo é a força do próprio homem, visto como um ser espiritual. Quando ele houver terminado de usar esse globo, ele o abandonará, e então com ele partirá a força que mantém tudo junto. A consequência será a dissolução por fogo, água ou o que seja, mas esses fenômenos são apenas efeitos e não causas. As especulações científicas convencionais nessa área afirmam que a terra poderá “cair” no sol, ou que um cometa de peso poderá destruir o globo, ou que poderemos colidir com um planeta maior, conhecido ou não. Do ponto de  vista da etapa em que estamos, estas especulações não fazem sentido.

A reencarnação é a grande lei da vida e do progresso, e está entrelaçada com a lei dos ciclos e a lei do carma. As três leis trabalham juntas, e na prática é quase impossível dissociar a reencarnação da lei dos ciclos. Indivíduos e nações retornam à terra em correntes definidas, e em períodos regularmente repetidos, e assim ressurgem no globo as artes, a civilização e os mesmos indivíduos que um dia estiveram trabalhando nele. Como as nações e os povos estão conectados por fortes fios invisíveis, grandes grupos de seres humanos, movendo-se devagar mas certamente juntos, reúnem-se em épocas diferentes, e sempre emergem novamente, em uma nova etnia e uma nova civilização, à medida que os ciclos percorrem as suas rondas. Dessa forma, as almas que formaram as mais antigas civilizações retornarão e trarão com elas a civilização anterior, em ideia e essência. Isso, somado ao que outros indivíduos fizeram pelo desenvolvimento da raça humana em matéria de caráter e de conhecimento, produzirá um estado novo e mais elevado de civilização. Esse desenvolvimento melhor não se deverá a livros, registros, artes ou mecânica, porque todos estes elementos são periodicamente destruídos, pelo menos do ponto de vista das evidências físicas.[4]  Mas como a alma sempre retém em Manas o conhecimento que obteve em algum momento, e como ela sempre busca e força um desenvolvimento mais completo dos princípios  e dos poderes superiores, a essência do progresso feito permanece, e reaparecerá de modo tão seguro quanto o renascimento do sol.  Ao longo desse caminho estão os pontos em que os ciclos grandes e pequenos de Avatares trazem, para o benefício do ser humano, os grandes personagens que moldam a raça de tempos em tempos.

O Ciclo dos Avatares inclui vários ciclos menores. Os maiores são os marcados pelo aparecimento de Rama e Krishna entre os hindus, de Menes entre os egípcios, de Zoroastro entre os persas, e de Buddha entre os hindus e outras nações orientais. Buddha é o último dos grandes Avatares, e está em um ciclo maior do que Jesus dos judeus, pois os ensinamentos deste são os mesmos que os de Buddha, e estão coloridos pelo que Buddha ensinou àqueles que instruíram Jesus. Outro grande Avatar, correspondendo a uma combinação das linhas de Krishna e de Buddha, ainda está por vir. Krishna e Rama foram da ordem militar, civil, religiosa e oculta; Buddha da ética, religiosa e mística, e nisso foi seguido por Jesus. Maomé foi um intermediário menor para uma certa parte da raça, e foi um líder civil, militar e religioso. Nesses ciclos podemos incluir personagens mistos que tiveram influência sobre as nações, como o rei Artur, Faraó, Moisés, Carlos Magno reencarnado como Napoleão Bonaparte, Clóvis da França renascido como imperador Frederico III da Alemanha e George Washington, o primeiro presidente dos Estados Unidos da América do Norte, onde a raiz da nova raça está sendo formada.

Na intercessão de grandes ciclos, ocorrem efeitos dinâmicos que alteram a superfície do planeta, devido à mudança dos polos do globo ou a alguma outra convulsão. Esta não é uma teoria geralmente aceita, mas nós sustentamos que é verdadeira. O ser humano é um grande dínamo, produzindo, armazenando e irradiando energia, e quando grandes grupos de seres que compõem uma raça humana produzem e distribuem energia, há um efeito dinâmico resultante na matéria do globo, que será poderoso o suficiente para ser nítido e cataclísmico. O fato de que isto tem causado vastas e terríveis perturbações nos estratos do planeta é admitido por toda parte e está comprovado. As perturbações ocorrem através de terremotos e formação de gelo, no tocante à geologia; mas, com respeito às formas animais, a lei cíclica afirma que certas formas animais agora extintas, e também algumas formas humanas, ainda não conhecidas mas suspeitadas, retornarão novamente em seu próprio ciclo; e certas línguas humanas, agora consideradas mortas, estarão em uso outra vez na sua devida hora cíclica. 

“O ciclo Metônico é o da Lua. É um período de dezenove anos. Quando ele se completa, a lua nova e a cheia retornam aos mesmos dias do mês.”

 

“O ciclo do sol é um período de vinte e oito anos. Quando ele se completa, o domingo retorna ao seu lugar prévio e prossegue na ordem anterior, de acordo com o calendário Juliano.”

O grande ano sideral indica o tempo que os pontos equinociais levam para fazer, em sua precessão, uma revolução completa nos céus. É composto de quase 25.868 anos. Afirma-se que o último ano sideral terminou cerca de 9.868 anos atrás [5], época na qual deve ter acontecido na terra uma violenta convulsão, ou uma série delas, assim como o deslocamento geográfico de nações. O encerramento desse grande período coloca a terra em novos locais do cosmos, não com respeito à sua própria órbita, mas em razão do verdadeiro progresso do sol em uma órbita própria, que não pode ser medida por nenhum observador atual [6], mas que é suspeitada por alguns e está localizada em uma das constelações.

O homem é especialmente influenciado pelos ciclos espirituais, psíquicos, e morais; e a partir desses ciclos brotam os ciclos nacionais e individuais.  Os ciclos nacionais e raciais são históricos. Os ciclos individuais são os de reencarnação, de sensação e de outros registros cármicos. A duração do ciclo individual de reencarnação para a massa geral dos seres humanos é de mil e quinhentos anos [7] , e isso por sua vez nos fornece um grande ciclo histórico intimamente ligado ao progresso da civilização. Pois à medida que grande quantidade de indivíduos retorna do devachan, pode-se concluir que as épocas romana, grega, e a antiga época ariana, entre outras, serão vistas de novo e que elas  podem ser em grande parte rastreadas. Mas o ser humano também é afetado pelos ciclos astronômicos, porque ele é uma parte do todo, e esses ciclos marcam os períodos em que a humanidade, em conjunto, irá sofrer uma mudança. Nos livros sagrados de todas as nações, estes ciclos são frequentemente mencionados. Eles estão na Bíblia dos cristãos, como, por exemplo, na história de Jonas no ventre da baleia. A narrativa parece absurda quando é lida como história, mas não tanto, quando é vista como um ciclo astronômico. “Jonas” está nas constelações, e quando aquele ponto astronômico que representa o homem alcança o ponto no Zodíaco que está diretamente oposto ao ventre de Cetus, a Baleia, no outro lado do círculo − o que é conhecido como processo de oposição − então diz-se que Jonas está no centro do peixe. Ele é “expelido”  quando se completa o período, quando aquele ponto-homem tiver passado adiante, no Zodíaco, colocando-se fora da oposição com a Baleia. Similarmente, à medida que o mesmo ponto se move através do Zodíaco, ele é trazido à oposição com diferentes constelações que passam a estar exatamente opostas a ele, um século após o outro, à medida que ele se move adiante. Durante esses progressos, há mudanças nos homens e na terra, representadas exatamente pelas constelações,  quando estas são vistas de acordo com as regras corretas da simbologia.

Não se afirma que a conjunção provoque o efeito, mas,  eras atrás, os Mestres de Sabedoria calcularam todos os problemas em relação ao ser humano e encontraram nos céus os meios para saber as datas exatas em que os eventos com certeza recorrerão, e então, ao imprimir nas mentes de antigas nações a simbologia do Zodíaco, possibilitaram a preservação do registro e da profecia. Assim, da mesma maneira que um relojoeiro pode nos dizer a hora pela movimentação dos ponteiros ao longo de certos pontos fixos, os Sábios podem conhecer o momento dos eventos através do relógio zodiacal. Não se acredita nisso hoje, é claro. Mas isso será bem compreendido nos séculos futuros, e como todas as nações da terra possuem em geral símbolos similares para o zodíaco, e como também os registros de raças há muito extintas possuem o mesmo, não é provável que o espírito de vandalismo do século 19 seja capaz de apagar essa valiosa herança de nossa evolução. No Egito, o zodíaco de Dendera [8] conta uma lenda igual àquela nos foi deixada pela antiga civilização do continente americano. As lendas vêm da mesma fonte. Elas são o trabalho dos Sábios que surgem no começo de cada grande ciclo humano e dão à humanidade − quando ela começa sua difícil trajetória pela estrada do desenvolvimento −  grandes símbolos e ideias de caráter astronômico que irão durar por todos os ciclos menores. 

A respeito dos cataclismos gerais que ocorrem no início e no fim dos grandes ciclos, as principais leis que governam os efeitos são a do Carma e a da Recorporificação ou Reencarnação, que se cumprem  de acordo com a regra cíclica. Não só o ser humano é regido por essas leis. Cada átomo de matéria também é regido por elas, e a totalidade da matéria física está constantemente sofrendo mudanças, ao mesmo tempo em que o ser humano. A matéria física deve, portanto, exibir alterações correspondentes àquelas pelas quais o homem pensante está passando. No plano físico, os efeitos são trazidos pelos fluidos elétricos e outros, que agem com os gases nos sólidos do globo. Na virada de um grande ciclo, eles alcançam o que poderia ser chamado de “ponto de explosão” e podem causar convulsões violentas dos seguintes tipos: (a) Terremotos, (b) Inundações, (c) Incêndios, (d) Gelo.

De acordo com essa filosofia, os terremotos podem ser produzidos por duas causas gerais. A primeira é o abaixamento ou elevação da matéria situada sob a crosta terrestre, devido a calor e vapor. A segunda é dada pelas mudanças elétricas ou magnéticas que afetam a água e a terra ao mesmo tempo. Estas últimas têm o poder de tornar a terra instantaneamente fluída, sem liquefazê-la, causando assim deslocamentos imensos e violentos, em ondas grandes ou pequenas. Esse efeito é visto agora em áreas de terremotos, nas quais causas elétricas similares estão em ação em escala menor.

As inundações de grande extensão são causadas por deslocamento de água devido ao abaixamento ou elevação de terras, e por estas alterações combinadas com a mudança elétrica que induz uma copiosa descarga de umidade. Esta última não é o mero esvaziamento de uma nuvem, mas uma súbita transformação em água de vastas massas de fluidos e sólidos.  

Os incêndios em escala planetária surgem de mudanças elétricas e magnéticas na atmosfera, pelas quais a umidade é retirada do ar e este é transformado em uma massa ardente; e, em segundo lugar, pela súbita expansão do centro magnético solar em sete centros, assim queimando o globo.

Os cataclismos pelo gelo não vêm apenas da súbita alteração dos pólos, mas também  do abaixamento da temperatura devido às alterações das correntes mornas no mar e das correntes quentes magnéticas dentro da terra. As  primeiras são conhecidas da ciência, e as últimas, não. O estrato mais inferior da umidade é subitamente congelado,  e vastas áreas de terra são cobertas da noite para o dia com vários metros de gelo. Isso pode facilmente acontecer com as ilhas britânicas, se as correntes mais quentes do oceano forem desviadas do seu litoral. 

Tanto os egípcios como os gregos tinham os seus ciclos, mas, em nossa opinião, eles os obtiveram dos sábios indianos. Os chineses sempre foram uma nação de astrônomos, e têm registradas observações que retroagem até bem antes da era cristã, mas como elas pertencem a uma raça antiga, condenada à extinção −  por estranha que essa afirmação possa parecer – suas conclusões não serão corretas para as nações arianas.[10]

 

Com a chegada da era cristã, um pesado manto de escuridão caiu sobre as mentes dos seres humanos no Ocidente, e a Índia ficou por muitos séculos isolada de modo a preservar essas suas grandes ideias durante a noite mental da Europa.  Esse isolamento foi produzido deliberadamente como uma precaução necessária tomada pela Loja sobre a qual falei no capítulo I, porque seus adeptos, sabendo perfeitamente das leis cíclicas, desejaram preservar a filosofia para as futuras gerações. Como seria meramente pedante e especulativo discutir os desconhecidos Saros e Naros, e outros ciclos dos egípcios, exporei os ciclos bramânicos, já que eles conferem quase exatamente com os períodos corretos.

Um período da manifestação universal é chamado Brahmanda, que é uma vida completa de Brahma. A vida de Brahma é formada por seus dias e anos, os quais, sendo cósmicos, têm cada um uma duração imensa. O dia de Brahma tem as suas próprias 24 horas. O seu ano tem pouco mais do que 360 dias, e o número dos anos da sua vida é 100. 

Agora consideremos esse globo – uma vez que não estamos envolvidos com nenhum outro. O seu governo e sua evolução acontecem sob um Manu, ou Homem, e disso vem o termo Manvantara, ou “entre dois Manus”. 

O curso da evolução está dividido em quatro Yugas para cada raça, segundo seu próprio tempo e sua maneira. Essas Yugas não afetam toda a humanidade ao mesmo tempo, pois algumas raças estão em uma das Yugas enquanto outras estão em um ciclo diferente. Os nativos norte-americanos, por exemplo, estão no fim da sua idade da pedra [12], enquanto os arianos estão em um estado bem diferente.

Essas quatro Yugas são: Krita, ou Satya, a de ouro; TretaDvapara; e Kali ou a negra. A era atual para o ocidente e a Índia é a Kali Yuga, especialmente com respeito ao desenvolvimento moral e espiritual. A primeira dessas é lenta em comparação com o resto e a atual – Kali – é muito rápida. O  seu movimento é acelerado precisamente por determinados períodos astronômicos conhecidos hoje a respeito da lua, mas não totalmente calculados.

 

Descrição: Tabela_CiclosWQJ

Os primeiros 5000 anos do Kali Yuga terminam entre os anos de 1897 e 1898. Essa yuga começou cerca de 3102 anos antes da era cristã, quando ocorreu a morte de Krishna. Como 1897-98 não está muito longe, o homem de ciência de hoje terá a oportunidade de ver se o fechamento do ciclo de cinco mil anos será precedido ou seguido por quaisquer convulsões ou grandes mudanças políticas, científicas ou físicas, ou todas elas combinadas. 

As mudanças cíclicas estão se processando agora, à medida que, ano após ano,  almas que viveram em civilizações anteriores estão encarnando nesse tempo, quando a liberdade de pensamento e ação não está tão restrita no Ocidente como foi no passado devido ao fanatismo e ao preconceito religioso e dogmático.

Estamos no momento presente em um ciclo de transição, e, como seria de prever,  tudo está mudando, na filosofia, na religião e na sociedade. Em um período de transição, as regras e os cálculos completos e inteiros não são divulgados para quem coloca o dinheiro acima de todas coisas e menospreza a visão espiritual do homem e da natureza.”

Logo os fatos enunciados no Livro de Levítico  25:1.8-17, quer educar-nos para compreendermos que o caminho a realizar em cada ciclo de sete anos, multiplicado por sete, cujo resultado é igual a quarenta e nome anos, ao completar  50 (quinquagésimo), significa que obtém o “Jubileu”, que aos cinquenta anos por fé e obra conquista o Jubilei, e não o dispensamento de obrigação, mas sim,  seu cumprimento. Aprende-se, igualmente, que a lição de origem – Kármica -, convertida em Dharma. Por aptidão e habilitação, e o apogeu existencial, está evidente, que os seres desenvolvidos, crescidos e evoluídos, especialmente, já no “desapego” e ter renegado a si mesmo, e todo dia tomado sua cruz para seguir o Senhor Jesus  (cf. São Lucas 9:23). Enntão, este ser pode permanecer no planeta, sem necessidade de “Sansãra” – a roda, e sempre voltar para fazer lição, porque aquele completar a lição, acontece com Santo Tomás de Aquino, que fenece aos  49, e obtém a santidade pela sabedoria, meritória, por conviver  no instante difícil da Idade Média. Pois  o que se lê em Levítico 25:1.8-17, está posto com oportunidade e zelo pela Liturgia de 5/08.

É salutar saber o significado do ciclo na antiguidade, o que está etimologicamente relacionado, como  está explicitado a seguir:

“Ciclo – Do Latim Ciclus e do Grego Kyklos. Os antigos dividiam o tempo em  um sem-número de ciclos, rodas dentro de rodas,  período de duração diversa, sendo que cada um deles marcava o ínicio ou o fim de algum acontecimento cósmico, mundano, físico ou metafísico. Havia ciclos que duravam apenas poucos anos e ciclos de duração imensa. Assim, temos o grande ciclo Órfico, referente à mudança etnológica das raças, que durou 120.000 anos, e o Ciclo de Cassandro, de 136.000, que produziu uma mudança completa nas influências planetárias e suas correlações entre os homens e os deuses,  fato inteiramente perdido de vista pelos astrólogos modernos.” (cf.  Blavatsky, Helena P. GLOSSÁRIO TEOSÓFICO,   p. 116, Editora Ground  Ltda., 6ª Edição -2.012)

Está presente, que a historicidade da humanidade acontecem por causa e efeito, exprimidas em Cíclos existenciais, por meio de sete Átomos primordiais do Universo na realização da obra, e por isso, à existência de pensamento da Sabedoria Antiga, que nos põe em contato com à Palavra Universal dita pelo Senhor, a Moisés, no monte Sinai, enunciada em Levítico 25:1.8-17.

Não há dúvida, que passo a passo compreenderemos pela ciência, e dom da inteligência, efetivamente, o processo e desenvolvimento cíclico da natureza da  humanidade:

“Os ciclos também dependentes dos efeitos produzidos pela mesma atividade”.

O Átomo Cósmico Uno se converte em sete Átomos no Plano da Matéria, e cada um se transforma em um centro de energia; aquele mesmo Átomo se converte em Sete Raios no Plano do Espírito; e as Sete Forças Criadoras s Natureza, irradiando-se da Essência-Raiz..., seguen, umas a via da direita, outras a via da esquerda, separadas até o fim do Kalpa, e, sem embargo, estreitamente enlaçadas.  Que é que as une?  O  Carma.” (cf. p. 347)

E, novamente, mais esclarecimento sobre o Cíclo:

“Mas estes ciclos – rodas que se engrenam em outras rodas simbolizadas de modo tão compreensivo quanto engenhoso pelos vários Rishis e Manus da Índia e pelos Cabiros do Ocidente – não incluem de uma só vez e ao mesmo tempo toda a Humanidade. Daí a dificuldade em identificá-los e distingui-los uns dos outros, em seus efeitos físicos e espirituais, sem que haja uma compreensão nítida de suas relações com as nações e as raças, e sua influência sobre elas, quanto ao respectivo destino e evolução. E este sistema não pode ser compreendido se a ação espiritual de tais períodos – de certo modo prefixado pela Lei Cármica  - for separada de seu curso físico. Os cálculos dos melhores astrólogos serão inúteis, ou pelos menos imperfeitos, a menos que se leve em conta essa ação entendida naquele exato sentido. Ora, tal entendimento só pode ser alcançado  por meio da INICIAÇÃO.” (cf. Blavatsky, Helena P. A DOUTRINA SECRETA – Volume II – SIMBOLISMO ARCAICO UNIVERSAL -, pp. 347-353-354, Editora Pensamento-Cultrix Ltda, 1ª Edição 1.980, 18ª Reimpressão – 2.017) 

Deduz-se sobre a existência de ciclos como meio posto pela lei Universal ao homem, cujo objeto está em crescer e desenvolver-se pelo conhecimento, sabedoria, boa obra, e testemunhar pelo bom exemplo pelo mérito da virtude, e obter o estado de glória divina, em justiça e santidade, por nascido com a ressurreição novo homem, e despido o homem velho tirano, maledicente, apegado em si e nos bens materiais, mas, sai da nódoa do pecado e do crime, sem necessidade de nova roda – sansãra -, para vir ao planeta, como diz Aristóteles, com a finalidade de adestrar-se.

2 -  Neste domingo, dia em que se celebra a ressurreição de Cristo, referência feita por Daniel ao Filho do Homem, quando escreve, ainda na Babilônia, quando nos transmite:

“13. Continuei insistindo na visão notura, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como o filho do homem, aproximando-se do Ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença”.

14. Foram-lhe dados poder, glória e realeza,  e todos os povos,  nações e línguas o serviram: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolve” (cf. Daniel 7:9-10-13-14).

Evidente, que o Ciclo que está posto é de “Eu sou” – Verbo de Deus  feito carne (cf. São João 1:14), gerado pela mãe, nasce como “Filho do Homem”, com objetivo de perdoar os pecados de origem, vencer a morte em Adão, e restabelecer à Unidade com o Uno, como pregou São Paulo, em Atenas, Paternom:  - Deus sem nome... Mas, que Senhor disse: “diga aos filhos de Israel, que  Eu sou o enviou a vós. E seu nome é: Eu sou!” (Êxodo 3:14).

No entanto, o coroamento da formidável presença do Filho Deus entre nós, está ao ter convidado os discípulos Pedro, Tiago e João, e ao chegar à montanhar  e foi transfigurado diante deles; e seu rosto brilhou como sol e suas roupas ficaram brancas como a luz. Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus.

Então, Pedro,  tomou a palavra e disse: “Senhor é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés, e outra para Elias”. Pedro, ainda estava  falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: “Este é meu Filho amado, no qual eu pus todo meu agrado”. Escutai-o!” Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram  com o rosto em terra. Jesus se aproximou e tocou neles e disse: “Levantai-vos e não tenhais medo”.  Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”. (cf. São Mateus 17:1-9).

A Liturgia deste domingo, 6/08, que nos descreve à visão noturna de Daniel 7:9-20-13-14, e relacionada com a mostra da glória que Jesus está inserido, sendo aí,  no período que esteve entre  os discípulos,  e nos faz acreditar na verdade da vontade do Pai eterno, em ter nos dado como meio de reatar a dignidade perdida  por Adão e Eva, ao seguirem o conselho da serpente, que comer da fruta da árvore do conhecimento do bem e do mal, o aconteceria com ambos é: “Ficar com os olhos abertos demais”. Eis aí porque Santo Tomás escreve em Suma Teológica: “Que a inveja é a doença do olho grande”, pois é glaucoma de difícil cura, já que o pecado gera cobiça. Logo, o Filho de Deus é a libertação humana dos grilhões do vício      e da genética ruim, vinda em DNA.

É necessário tomarmos consciência e exercitar vontade de escolher, porque à decisão de estarmos no reino ou fora dele, é exclusivamente, nossa, e por isso Santo Tomás de Aquino, ensina em Suma Teológica, “que a boa obra se opera pela eleição”. Ora, nenhum bom ser irá fazer a roda, em face de ter cumprido e realizado a lição, pedagogicamente,  reta, sabe, que o bom caráter não se apega à corrupção, notadamente, carnalidade como leciona Santo GSTINHO, porque, ao ter realização o dever e fidelidade aos mandamentos e leis universais, e lealdade à bondade, e amor próximo, e solidariamente está em incessante vigilância, e seu olhar na energia da luz sivina, extraída pela oração e meditação.

Risque-se, dia a dia a   hipocrisia e o e cinismo do dicionário e do caderno de anotações. Simplifique o ser, porque para este estado de dignidade está incompatível o pecado mortal e o vício, e ação criminosa, e ainda, julgar-se superior aos demais, pela fato que, todos são iguais aos olhos dos universo e da lei; que nossa conduta e procedimento seja abolir o mal interior, e o mau procedimento, pois saibamos que está inapto aquele que pratica violência, crueldade, corrupção, estelionato, cobiça, inveja, egoísmo, contra à criança, à mulher e o idoso com deficiência, entre as leis que violam, aquela que considera como vulneráveis: criança, mulher e idoso com deficiência, nos termos do Parágrafo único, do Art. 5º, Art. 89, da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2.015. Pois aquele que viola os direitos Humanos, com o argumento iníquo de defesa da honra, está evidente, seu rerocesso e o estado de atraso e ignorância que sobrevive, por dar à maledicência amparo, então, seu destino é arder na geena, ou realizar sansãra (roda de volta)  só para fazer o que não fez. Eis o ciclo de sete vezes sete, é o menor. Cresça, e aprenda a lição, enquanto é hora e dia.

3 – Dito isto, que cada dia aprenda a lição do bem querer, e existir em paz e fraternidade, pois a lição que Jesus dera aos discípulos em transfiguração exprime o notável amor que dá à humanidade, por isso, Pedro, queria ficar ali, e já se propôs a fazer três tendas, porque à glória divina é dignidade, e de fato é isto, que o Filho do Homem veio fazer à terra, acreditamos que em virtude, na boa ação e na fé, com testemunho da palavra viva, alcançaremos o Reino dos Céus;

Que nosso existir seja de dignidade, e sobreviver em harmonia e lealdade ao Pai, Filho e Espírito, também, estarmos ciente do poder da oração, suplicar ao Deus Uno bênçãos e graça, com humildade crer em prosperidade, e saúde, como dom e graça recebidas,  a inteligência e ciência, e não esquecer de suplicar para nos proteger de todos os perigos e riscos, especialmente, da corrupção,  saibamos  que contemos com a intercessão da Bem-Aventurada Mãe do Filho de Deus e nossa;

Por fim, espera-se que usufruam com utilidade, com nosso apreço e afeição, deixamos a todos e à todas nosso cordial abraço.

Criciúma (SC), 6 de agosto de 2.023.

 

Gilson Gomes

Advogado e Filosofia.

OAB nº SC 003978.

 

 

 

 

 

 

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